As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 15/10/2019

Diploma: a garantia expirada

Até o século XIX, quando a população brasileira alfabetizada não chegava a ser a metade, possuir um diploma era suficiente para conseguir um emprego. Todavia, esse contexto mudou e a juventude, mesmo com formação superior, enfrenta muita dificuldade para ingressar no mercado de trabalho formal e tradicional. Assim, diante dos avanços tecnológicos sem precedentes, essa geração precisa lidar com as novas dinâmicas exigidas pelos processos produtivos atuais. Mas quais são as possibilidades para lidar com elas?

As vagas de emprego têm diminuído. Além da recessão econômica vivida pelo mundo nos últimos anos, o aprimoramento da automação não apenas tem reduzido a disponibilidade de emprego, como também extinguido algumas profissões, ampliando o fenômeno do desemprego estrutural. De acordo com pesquisa realizada pela Singularity University, mais de 70% das profissões atuais deixarão de existir até 2050. Ainda assim, muitas instituições profissionalizantes brasileiras não têm ajustado seus programas de formação à algumas demandas de mercado, tornando-se, assim, ultrapassadas.

O cenário, entretanto, pode ser menos pessimista do que parece, já que, embora algumas profissões tendam à extinção, outras tantas tendem a surgir. Em geral, estas estão associadas à tecnologia, de modo que favorece a juventude na busca por emprego, uma vez que ela possui maior fluência tecnológica. Assim, em posse dessa habilidade, muitos jovens têm investido em carreiras no mercado digital para superar o desemprego. Todavia, os cursos ofertados nessa área ainda são pouco expressivos e muitos deles não oferecem certificação reconhecida pelo Ministério da Educação, doravante MEC.

Diante do exposto, portanto, faz-se mister uma intervenção que atenue as consequências negativas geradas no mercado de trabalho, sobretudo para os jovens, em função das alterações tecnológicas. Para tanto, é necessário que a formação profissional recebida por ela esteja de acordo com as demandas do mercado. Para isso, espera-se que o MEC reavalie a grade curricular dos cursos oferecidos pelas instituições educacionais, mas também que possa propor novos cursos que também atendam a esse requisito. Assim, pretende-se ter profissionais preparados para as profissões do futuro, capazes de fazer do desenvolvimento do país uma nova garantia.