As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 02/10/2019

Historicamente, a sociedade brasileira constantemente conviveu com uma realidade bastante desigual, hierárquica e com melhores oportunidades laborais para poucos privilegiados. Nesse parâmetro, na contemporaneidade, há um crescimento exponencial na dificuldade de inserção no mercado de trabalho e, consequente desemprego. Nesse sentido, tanto a negligência governamental quanto a ausência educacional corroboram a permanência dessa realidade.

Primeiramente, de acordo com o filósofo Aristoteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Partindo desse pressuposto, é importante pontuar o reduzido investimento governamental no fomento da abertura de novos caminhos empregatícios, seja pelo não estímulo a empresas privadas a aumentar o quadro de funcionários, ou por dificultar burocraticamente e tributariamente profissionais autônomos, bem como pequenos e microempreendedores. Esse fator culmina em um elevado número de pessoas, principalmente jovens, apartadas do mercado de trabalho, ou que se submetem a empregos com baixos salários, com grande exploração de mão de obra e frustração profissional e pessoal.

Outrossim, vale ressaltar que, conforme o educador, filósofo e escritor Rubem Alves, a educação tem o objetivo de criar nas pessoas a alegria de pensar. Sob essa ótica, a ausência educacional e a decorrente falta de qualificação profissional em parte da população, obstaculiza a participação mercadológica, uma vez que não atendem à demanda específica por vezes exigida. Nesse viés, a omissão dos estabelecimentos de ensino em desmistificar, na teoria e na prática, as diferentes carreiras profissionais contribuem para que muitos terminem seus estudos sem direção de qual ofício seguir.

Diante desse cenário, urge que o Governo Federal, aliado às esferas estaduais e municipais, implemente políticas públicas de estímulo à abertura empregatícia, por intermédio da redução burocrática e tributária às empresas privadas já existentes e aos que anseiam ser empreendedores, com o objetivo de abrir novos empregos e mais chances profissionais. Concomitantemente, as instituições educacionais são essenciais na orientação de jovens e de adultos, por meio de projetos sociais, em acordo com as famílias, de palestras expositivas que mostrem a importância da capacitação profissional e da inserção de orientação vocacional em toda a grade curricular, com o fim de formar cidadãos  conscientes e preparados para as exigências do mercado de trabalho.