As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 05/10/2019
A obra “O Grito”, de Edvard Munch, representa por meio de uma figura andrógena as angústias sociais. Em analogia, na conjuntura vigente, a dificuldade encontrada pelos jovens para ingressar no mercado de trabalho é uma forte aflição para o corpo social. Nessa perspectiva, esse cenário é fomentado tanto pelas exigências do mercado, quanto pela falta de capacitação da mocidade.
Mormente, é fulcral ressair empresas que cobram cada vez mais competência por parte de seus funcionários. Nesse sentido, mediante o alto custo da capacitação do servidor, as firmas acabam optando empregar indivíduos mais maduros, já dotados de maior experiência. Dessa forma, dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística acabam descrevendo o resultado desse panorama, uma vez que mostram o desemprego entre jovens superior ao dobro do percentual geral.
Além disso, vale ressaltar o déficit de qualificação da “Geração Y”. Consoante o educador brasileiro, Rubem Alves, as escolas podem atuar como asas ou gaiolas, haja vista que podem proporcionar voos ou o aprisionamento dos indivíduos. Desse modo, a falta de medidas, dentro do âmbito escolar, que forneçam à juventude a preparação necessária para as exigências das ofertas de trabalho tende a prendê-los no desemprego.
Portanto, depreende-se a necessidade de ações que objetivem retirar essa angústia da sociedade. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação inserir na carga horária estudantil caminhos para as pessoas atingirem os quesitos exigidos, por intermédio de aulas—práticas e teóricas—, focalizadas nos desejos do mercado de trabalho, visando formar jovens aptos a ocuparem o sistema trabalhista. Assim, observar-se-ia o declínio dos casos de desemprego nessa faixa etária.