As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 03/10/2019
No início da década de 80, surgiu nos Estados Unidos o termo “Yuppie”, usado para referir-se a jovens profissionais, entre os 20 e 40 anos de idade que estão dentro do mercado de trabalho em uma situação financeira intermediária entre a classe média e alta. Todavia, tal fato distancia-se da realidade brasileira, pois o jovem sofre seriamente com desafios para ingressar no mercado de trabalho. Sendo assim, é indispensável analisar as dificuldades dos jovens no que diz respeito a empregabilidade, por exemplo, a extrema seletividade e precarização na formação profissional do jovem.
A princípio, é necessário destacar a extrema seletividade como a principal dificuldade para o jovem ingressar no mercado de trabalho. Sobretudo porque o mercado de trabalho contemporâneo, segundo economistas, tornou-se extremamente exigente na escolha dos profissionais, vez que deixou de priorizar somente o conhecimento técnico, e passou a optar pela experiência e as habilidades interpessoais, por exemplo, a liderança, a empatia, a responsabilidade e o autoconhecimento. Dessa forma, a extrema seletividade limita a ingressão dos jovens, pois, a grande maioria possui somente o conhecimento técnico , sendo insuficiente para ingressar no mercado de trabalho brasileiro.
Ademais, vale salientar a precarização na formação educacional do jovem como outra dificuldade para ingressar no mercado de trabalho. Isso ocorre devido a péssima infraestrutura das escolas e universidades, pois grande parte das instituições de ensino sofrem com a ausência de infraestrutura básica, por exemplo, mesas, cadeiras, livros e professores bem qualificados. Logo, a péssima infraestrutura precariza na formação educacional e posteriormente no emprego desse jovem no mercado de trabalho, pois sofrerá seriamente com a ausência do desenvolvimento de habilidades interpessoais e com o ensino técnico ineficiente para conquistar uma vaga de emprego em um mercado saturado.
Portanto, é necessário que o Estado elimine as dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho. Logo, o Ministério da Educação precisa desenvolver as habilidades interpessoais de liderança, empatia e autocontrole por meio de debates nas aulas de filosofia e sociologia e testes de aptidões, que orientam o indivíduo a se descobrir fora do âmbito técnico, visando a melhor preparação do jovem para o mercado. Outrossim, o Ministério da Educação deve realizar a melhoria de infraestrutura das escolas públicas e universidades, por meio do direcionamento de verbas e recursos, objetivando a melhor formação educacional do jovem.