As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 05/10/2019
Historicamente, a ideia de que o trabalho é a mais elevada forma de integração social, sempre influenciou a humanidade. Todavia, na contemporaneidade, é nítida a baixa inserção das pessoas no mercado de trabalho, sobretudo, dos jovens brasileiros. Nessa perspectiva, a escassez de investimentos, pelos governantes, que priorizam os setores empregatícios e, a reduzida qualificação profissional corroboram a persistência do problema.
A priori, ressalta-se que, com a estagnada economia do Brasil, as vagas com carteiras assinadas tornaram-se escassas e concentradas. Com efeito, a probabilidade do jovem ingressar em um primeiro emprego ou migrar para o setor formal constitui um grande desafio. Entretanto, a ideia por trás das palavras do filósofo Zygmum Bauman, de que as reações às crises é que mudam o mundo, decorrem uma reflexão, de que o baixo investimento nos setores de serviços, mercado e indústrias não consegue absorver boa parte do trabalho juvenil.
Outrossim, o cenário competitivo acompanha outro agravante: a falta ou a pouca qualificação profissional entre os jovens, que os exclui da força de trabalho segura. Por conseguinte, o mercado de trabalho, cada vez mais exigente, perpassa uma realidade vigente, a subocupação da juventude, seja na informalidade ou ilegalidade, para obter sua renda. Indubitavelmente, há concordância entre o pensamento do filósofo Paulo Freire, de que a educação tem o poder transformador de uma sociedade, no que tange ser um arma eficiente para combater o desemprego e assegurar um futuro promissor entre os joven, menos favorecidos.
Diante do que foi supracitado, urge que as autoridades federal, estatuais e municipais criem ações de curto e de longo prazos, com incentivos fiscais a mais vagas de empregos para as empresas públicas e privadas, para que a força de trabalho juvenil possa ser absorvida no mercado de trabalho. Concomitantemente, para que surjam novas vagas, cabe ao Poder público em consonância com as escolas instituírem condutas proativas de educação voltadas para a necessidade do mercado, mediante ofertas de mais cursos gratuitos e de novas redes de assistência social, a fim de que o jovem possa ter condições de começar ou continuar se aprimorando profissionalmente. Dessa maneira, as empresas podem abstrair a nova demanda de desempregados ou subutilizados, jovens, e assim, integrá-los à nova era global e torná-los coparticipante do futuro da nação.