As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 10/10/2019
Durante a Revolução Industrial, jovens, crianças e mulheres forma inseridos no ambiente das fábricas, os quais trabalhavam em situações inadequadas e insatisfatórias, com altas jornadas de trabalho e com baixos salários. Entretanto, hodiernamente, apesar do avanço nas condições trabalhistas, a integração dos jovens no mercado de trabalho é um desafio no país. Acerca dessa lógica, empreende-se que a pertinência da desigualdade social, vinculada às ínfimas oportunidades empresariais dada a essa parcela da sociedade são fatores que impedem a sanação do óbice.
A princípio, é valido salientar que o principal fator para a proeminência dos entraves ligados ao ingresso jovial no mercado é a baixa qualificação deles, pois há uma grande necessidade do amplo conhecimento e da aptidão - como falar outro idioma e ter habilidades com tecnologias-, conjuntura a qual impede essa inserção. Nessa perspectiva, as escolas, as quais tem papel fundamental na orientação e na propagação de informações, é ineficaz quanto à qualificação profissional, visto que, além do mínimo investimento governamental nessa área, são poucos os projetos que visam à capacitação dos jovens. Sob esse viés, o pensamento do filósofo Padre Antônio Vieira, o qual afirmava que instruir é construir, não se faz presente no cenário do Brasil, já que a negligência escolar quanto a promoção de uma educação de qualidade contribui para a construção de cidadãos desqualificados e despreparados para os empregos.
Ademais, outro fator que contribui, preponderantemente, para a pertinácia dessa problemática é a irrisória atuação das empresas em propiciar vagas de trabalho a esses indivíduos, visto que a maioria deles é inexperiente. Nesse contexto, apesar de existirem projetos, a exemplo do “Primeiro Passo”, promovido por firmas cearenses, ainda há grande banalização da temática por parte das indústrias, as quais,em virtude do não incentivo estatal, não possibilitam oportunidades aos jovens. Dessarte, verifica-se que a trivialização desse assunto favorece a persistência do impasse, situação insatisfatória e similar a da Revolução Industrial.
Torna-se evidente,portanto, a necessidade de medidas para mitigar esses empecilhos. Para isso, o Ministério da Educação, por intermédio de incentivos governamentais, deve promover uma educação de qualidade, de forma a viabilizar aulas sobre os conhecimentos exigidos pelo mercado, como a informática, visando à qualificar, à integrar os jovens no mercado profissional e à assegurar o viés de Padre Antônio Vieira. Outrossim, o Governo deve fazer parceria publico-privada com as empresas, a fim de proporcionar vagas para esses indivíduos e de tornar o mercado de trabalho mais acessível e incluso.