As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 14/10/2019
Desde a sedentarização do homem, o trabalho foi o meio pelo qual buscou seu sustento, mas essa concepção de trabalho como forma de sanar necessidades básicas sofreu modificações ao longo da história e, atualmente, não é também uma forma de adquirir satisfação pessoal, status e até mesmo poder e é, sem dúvida, fator indispensável na construção de uma sociedade que busca desenvolver-se. Segundo Max Weber “O trabalho dignifica o homem” e, por conseguinte, a sociedade na qual está inserido. Entretanto, os jovens tem encontrado cada vez mais dificuldades para principiarem ao mercado de trabalho, seja pela baixa qualificação, seja pela falta de experiência. Tal achado configura um grave problema social que necessita de intervenções.
A Revolução Técnico-científica, iniciada no século XX, é um importante marco das mudanças ocorridas no mundo do trabalho, principalmente no que se refere às exigências feitas ao profissional para seu ingresso nesse mercado. Com essa revolução surgiu a necessidade de obtenção de mão de obra especializada, mormente em setores recentemente criados. Segundo a Revista Folha de São Paulo, somente em startups, há no momento mais de 5 mil vagas abertas que não conseguem ser preenchidas devido à falta de candidatos qualificados. Immanuel Kant diz que “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento da humanidade”, isso evidencia que a busca de conhecimento é indispensável para alcance de êxito inclusive profissional. Torna-se claro, nesse sentido, que a não qualificação juvenil constitui um empecilho para sua primeira contratação.
Outrossim, de acordo com o IBGE, do total de 13 milhões de desempregados no país, 32% são jovens entre 18 e 24 anos e, segundo o filósofo inglês John Locke “O conhecimento de nenhum homem pode ir além da própria experiência”, ou seja, a experiência fornecerá ao indivíduo aquilo que somente a teoria não tem condições de conceder, isso implica em necessidade de oportunizar ao jovem sua introdução no mercado de trabalho.
Fica evidente, portanto, que a baixa qualificação e a falta de experiência configuram problemas que necessitam de resolução. Nesse sentido faz-se necessário o investimento por parte do governo em parceria com o ministério da educação e do trabalho na formação profissional desse público voltada ao preenchimento das novas necessidades apresentas pelo país, dessa forma a qualificação dessa nova geração para um novo mercado é possível. Além disso, deve haver um aumento do incentivo por parte do Estado aos projetos e empresas que treinam jovens e os introjetam às suas futuras carreiras profissionais, abrindo oportunidades de experiência, só dessa maneira será possível o ingresso do jovem no mercado de trabalho.