As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 19/10/2019

A consolidação das leis trabalhistas, no período varguista, foi essencial para a regulação de leis e das condições das ocupações laborais. No entanto, a garantia de regulamentação não foi acompanhada da garantia de empregabilidade. Assim, hodiernamente, encontra-se um cenário de jovens que não conseguem adentrar o mercado de trabalho, devido à baixa qualificação e à automação de processos, as quais precisam ser analisadas.

Mormente, vale salientar a inadequação entre as exigências do mercado e a formação dos jovens. Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho, as demandas por trabalhadores altamente qualificados para altos cargos são crescentes. Logo, a baixa qualificação atrelada ao graus de ensino incompletos ou insuficientes e a ausência de especializações, do jovem, são impasses quanto à conquista de um emprego.Conforme o sociólogo Zygmunt Bauman, a fluidez das relações aumenta a competitividade e aniquila a solidariedade, o que ilustra o mercado de trabalho competitivo e desigual.

Além do supracitado, consta-se a automação de áreas mercadológicas como entrave na contratação juvenil. Com o advento da Primeira Revolução Industrial, tornou-se possível as maquinofaturas, com a introdução vagarosa de máquinas. Ao passar dos anos, a partir da Terceira Revolução Industrial intensificou-se a utilização de máquinas e a pulverização da robótica em áreas diversas, aumentando, dessa forma, a substituição de pessoas por máquinas com consequente desemprego. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre 15 e 24 anos, 30% daqueles que nunca trabalharam aceitariam um emprego informal, o que retrata a dificuldade em encontrar uma vaga laboral e a necessidade de aceitar qualquer ocupação para a possibilidade de sustentação econômica.

Infere-se, por conseguinte, diante do abordado, imperiosa a ação de órgãos responsáveis. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério do Trabalho, deve promover projetos incentivadores que visem a discussão acerca do mercado de trabalho e a promoção de ensino sobre as oportunidades e especializações necessárias para destaque em vagas de emprego, ora ofertados, por meio de empreendedores e profissionais do ramo empregatício, a fim de aumentar a qualificação juvenil. Ademais, o Ministério do Trabalho deve promover políticas públicas compensatórias e subsidiar mais ofertas de vagas, com investimentos em empresas de estágio remunerado, para que a automação em áreas do mercado não impossibilite a geração de emprego. Dessa forma, a empregabilidade associada à boa qualificação será notória e os jovens ingressarão no mercado de trabalho sem dificuldades.