As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 27/10/2019
A lei n° 10.097/2000 determina que toda empresa de médio e grande porte contrate um número de aprendizes equivalente a, no mínimo, 5% do seu quadro de funcionários. No entanto, o número de jovens nem-nem, que nem estudam e nem trabalham, já chegou a 11 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E fatores como demanda maior que oferta e a exigência exigida pelas empresas são determinantes para o aumento desse número.
Em primeiro plano, cabe destacar a crise econômica enfrentada pelo país desde meados de 2014. O aumento do dólar e consequentemente do desemprego vem preocupando as autoridade públicas, que divulgaram recentemente que a taxa de desemprego chegou a 12,4%, a maior desde 2011, de acordo com o IBGE. Ademais, os jovens são os mais afetados, considerando que enfrentam maiores dificuldades de contratação, e quando empregados, têm maiores chances de serem demitidos, conforme divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)
Outrossim, é a experiência exigida pelas empresas. Jovens entre 15 e 24 anos que muitas vezes procuram uma primeira oportunidade encontram as portas fechadas. Para Amélia Camargo, coordenadora de estudos e pesquisa do IPEA, a falta de perspectiva imposta aos jovens contribui para que se envolvam com facções com o objetivo de obter dinheiro, consequentemente, 33 mil mortes violentas são de jovens e adolescentes.
Visto isso, é evidente que medidas devem ser tomadas para resolver o impasse. Cabe ao Governo Federal destinar uma maior parcela das verbas públicas para o poder executivo realizar políticas públicas como eventos, palestras e cursos profissionalizantes, visando uma maior qualificação dos jovens que procuram ingressar no mercado de trabalho e diminuindo as estatísticas dos jovens não estudam e não trabalham. Assim, solucionando e diminuindo gradativamente o problema.