As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 30/10/2019

Do Romantismo nacionalista de José de Alencar ao Modernismo explícito de Jorge Amado, vê-se a literatura a serviço das causas sociais. Realmente, escritores como esses retrataram como a sociedade pode ser uma barra de ferro que aprisiona o indivíduo. Nesse viés, tal conjuntura é representada atualmente, na medida em que os obstáculos para o ingresso dos jovens no mercado de trabalho são óticas efetivas para a população. Assim, é pertinente analisar a ausência de planos do Estado que impulsionam a estrada de jovens no mercado trabalhista e aprofundamento do desemprego dessa faixa etária.

Em primeiro plano, é importante evidenciar a falta de estímulos e ações do governo brasileiro para a entrada efetiva dos jovens no mercado de trabalho. Análogo ao pensamento de Zygmunt Bauman, a sociedade é marcada pelas instabilidades das relações políticas com os meios sociais. Por certo, esse conceito é cronicamente presente entre a população brasileira, na maneira em que os políticos negam planos inclusivos de jovens, de dezoito a vinte quatro anos, em cargos públicos, não contribui com políticas públicas para diminuir a polarização das áreas de atuação por mais velhos e perpétua com o não aproveitamento de habilidades essa população possui -como a facilidade tecnológica-. Sendo assim, é exposto um primitivo do Estado de lidar com jovens trabalhadores no país.

Em segundo plano, o desemprego entre a juventude brasileira é estimulado. Mergulhando nessa esfera, o filósofo francês René Descartes, em sua obra “Meditações”, revela que a alienação da sociedade frente ideias irracionais ocasiona problemas estruturais para uma população. De fato, tal teoria é exemplificada no Brasil com a ideia de que mais da metade dos jovens brasileiros estavam desempregados no ano de 2017, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Assim, é exposto a fragilidade e marginalização presente no ingresso ao mercado de trabalho por jovens do país.

Tendo em vista a problemática debatida, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Logo, cabe ao Estado brasileiro -principal responsável pelo bem-estar social-, por meio de parcerias com empresas públicas trabalhistas no país, desenvolver políticas públicas nas formas de ações inclusivas jovem brasileiro no mercado de trabalho atual, com o objetivo de valorizar as habilidades presentes na juventude do país e diminuir a polarização trabalhista apenas por mais velhos, a fim de estabelecer uma sociedade mais justa e e igualitária. Com essas ações, o aprisionamento em barras de ferro do brasileiro poderá, com o tempo, ser revertido.