As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 31/10/2019

Na literatura clássica “Admirável mundo novo” de Aldous Huxley, é retratada uma sociedade intensamente organizada, na qual cada cidadão possui um emprego e uma função. No entanto, na contemporaneidade essa situação não é efetiva entre os jovens, uma vez que segundo o IBGE quase metade dos jovens está desempregada. Isso acontece porque essa população mais nova apresenta dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, como a exigência das empresas por experiência e a ausência de escolaridade.

Vale ressaltar, a princípio, a vivência técnica e prática de determinada função como requisito na vaga em oferta é obstáculo enfrentado pela juventude no mundo trabalhista. À vista disso, consoante uma pesquisa do site VAGAS.com revela que a principal dificuldade no mercado juvenil é que as empresas demandam por pessoas com experiências. Nesse sentido, segundo o Art.205 da constituição, a educação deve preparar os jovens para a cidadania e o mercado de trabalho, porém isso não é exercido, uma vez que estudante ao sair da escola adquire um diploma, mas não está preparado para entrar em um emprego e atender aos requisitos de experiência. Desse modo, cria-se um ciclo repetitivo, já que o jovem não consegue emprego pela falta de experiência e não consegue experiência pela falta de oportunidades.

Ademais, a ausência de escolaridade causada pela evasão escolar, que, conforme o Banco mundial, esse índice de abandono das escolas representa 52% dos jovens, é também impasse para entrada destes no trabalho. Nessa acepção, quem tem ensino fundamental incompleto possui mais dificuldade em conseguir emprego de acordo com a Associação Brasileira de Estágios (Abres), na qual as contratações nos últimos anos caíram 17%, enquanto o número de trabalhadores com curso superior subiu mais de 20%. Dessa forma, um número muito grande de jovens saem da escola por falta de interesse, pela necessidade de trabalhar ou pelo modelo tradicional e, assim, essa evasão deixa de capacitar esses indivíduos que poderiam ser mão de obra para o mercado de trabalho, mas não se encaixam no quesito de escolaridade requerido pelo empregador.

Diante dos fatos mencionados, portanto, é necessário que o Ministério da Educação insira de forma absoluta nas escolas cursos profissionalizantes e de capacitação técnica. Isso deve ocorrer por meio da adoção da opção de ensino integral presentes instituições destinadas a menor aprendiz, como o Senai, que terá a realização de práticas laboratoriais, com uma gestão análoga a de uma empresa, preparando o jovem para o mercado, assim como prevê a constituição. Isto posto, essa ação deve ser exercida para que a sociedade juvenil se torne semelhante àquela da obra “Admirável novo mundo”.