As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 31/10/2019
A Crise de 1929, também conhecida como Grande Depressão, resultou em 16 milhões de desempregados nos Estados Unidos, devido ao desiquilíbrio econômico na época e, por causa do seu impacto, é considerada a crise mais grave do século XX. Embora date décadas atrás, esse cenário ainda é comumente visto na sociedade, pois, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego no Brasil atinge 12,6 milhões de pessoas. Esse contexto ocorre, principalmente, pelas exigências realizadas pelas empresas e negligência estatal.
A priori, é válido ressaltar que os requisitos das corporações contemporâneas é um fator determinante para justificar o aumento de jovens desempregados no país. No filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, é demonstrado a vida dos operários após a revolução industrial, no qual era visada a forma de produção que gerava lucros. Fora da ficção, é notório que as empresas visam indivíduos que possuem experiências no ramo para que seja mantido a produtividade e, por isso, a probabilidade de um jovem que nunca trabalhou conseguir um emprego é 70% menor do que um adulto com o conhecimento necessário, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Nesse viés, nota-se que a exigência das empresas adversa a realidade dos jovens.
Além disso, é evidente o lapso dos jovens no que tange a inadequada formação acadêmica, impactando diretamente o desenvolvimento da carreira desse grupo social. No entanto, tal conduta é produto da ineficiência estatal no que diz respeito ao superficial – ou inexistente – preparo dessa geração para o mercado de trabalho no ambiente escolar. Essa conjuntura demonstra contraposição ao Estatuto da Criança e Adolescente, que garante direito a qualificação profissional no âmbito educacional, e, contribui assim, para aumentar a dificuldade dos jovens em ingressar no mercado de trabalho.
Por isso, é notório a necessidade de criação de políticas públicas para diminuir as dificuldades enfrentadas pelos jovens. Para isso, é necessário que o Ministério do Trabalho, em parceria às empresas privadas, promova a intensificação do programa Jovem Aprendiz, garantindo a experiência necessária para esse público adentrar ao ambiente corporativo. Além disso, cabe ao Ministério da Educação, incluir na grade curricular comum aulas obrigatórias que visam o desenvolvimento dos jovens nas exigências das corporações, a fim de prepara-los para esse âmbito. Com essas ações, as gerações estarão qualificadas a ponto de diminuir a quantidade de jovens desempregados no país.