As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 31/10/2019
De acordo com a Constituição Federativa Brasileira, promulgada em 1988, a educação deve preparar os jovens para o exercício da cidadania e para o mercado de trabalho. No contexto atual, entretanto, tal cenário idealizado não se estende à realidade do país, visto que as dificuldades existentes para o ingresso no ambiente de serviço formal dessa contribui para a marginalização dessa parcela juvenil. Nesse sentido, convém analisar como as empresas e o poder público impactam negativamente nessa problemática.
Em primeiro lugar, a falta de experiência dos jovens apresenta-se como relevante para contrapor o acesso ao mercado de trabalho, visto que, em momentos de crise, as empresas optam por aqueles que já iniciam na produção. Isso é afirmado, uma vez que, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego é de 22,6% entre os que tem até 29 anos. Dessa maneira, perpetua-se a exclusão e a dificuldade de inserção desse público juvenil.
Por conseguinte, a baixa qualidade educacional propiciada pelo Estado representa um impedimento para atrair os jovens a buscarem capacitação profissional. Isso acontece, pois, com a competição atual do mercado, o rigor nas seleções para os cargos desejados são intensificados e aqueles que não se enquadram sentem-se inferiores e desestimulados, de modo que o complexo de vira-lata, termo abordado pelo escritor Nelson Rodrigues, é instaurado logo na juventude. Desse modo, é inadmissível a perpetuação desse cenário, visto que as garantias constitucionais são observados somente na teoria.
Fica evidente, portanto, que as dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho representa um obstáculo a ser superado. À vista disso, faz-se necessário que o Ministério do Trabalho amplie a oferta dos projetos de emprego, como o menor aprendiz, por meio de incentivos fiscais as empresas que oferecerem a primeira oportunidade, com redução dos impostos, a fim de possibilitar a inclusão dessa juventude na sociedade atual. Espera-se, com isso, que os direitos constitucionais comecem a serem concretizados.