As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 01/11/2019

No governo de Vargas, em meados do século XIX, ocorreu a criação da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) que visava a implementação de normas regulamentadoras, buscando a igualdade e acesso ao egresso de cidadãos no mercado de trabalho. Entretanto, esse cenário não é visto no Brasil atual, uma vez que a exigência e falta de oportunidades do mercado de trabalho é um grande obstáculo para o ingresso de jovens nesse “novo mundo”. Nesse contexto, é evidente que medidas devem ser tomadas do Estado junto à sociedade, para solucionar essa problemática no país.

Em primeiro lugar, pode-se relatar que de acordo com Steve Jobs “a tecnologia move o mundo”, mas não verifica-se o mover positivo ou negativo, uma vez que a questão da globalização em que o mundo vive, contribui de forma efetiva no desemprego. Nessa perspectiva, é possível destacar que de acordo com o IBGE, os jovens entre 18 e 24 anos representam cerca de 30% do total de desempregados no Brasil, o que se comprova com a exigência do mercado para conhecimentos específicos na área da tecnologia, e a falta de mão de obra devidamente qualificada por parte desses novos trabalhadores. Outrossim, pode-se mencionar ainda sobre a queda do setor produtivo na crise nacional que se iniciou mais próximo à 2014, onde diversas empresas e indústrias fecharam devido a queda da produção industrial e do PIB em 3,8% aproximadamente.

Diante dessa conjuntura, é válido salientar que diversas empresas fecharam as portas para esses jovens ainda não preparados para o mercado, uma vez que essas instituições buscam pessoas com experiência profissional e uma bagagem de cursos em seus currículos. Além disso, mais um obstáculo para o jovem ingressar no mercado de trabalho é ineficácia do aprendizado desses alunos nos cursos que frequentaram, agravados pela falta de interesse por maior parte dos alunos de aprender e se aprimorar para já estarem preparados para se inserirem nesse “novo mundo” que os cercam após o término do ensino médio.

Conclui-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para mudar essa realidade dos jovens. Assim, cabe ao Ministério do Trabalho criar oportunidades de estágio que remunere e prepare de forma efetiva o novo trabalhador, para que possam já estar preparados para serem inseridos no mercado de trabalho. Ademais, o governo deve investir em cursos online nas escolas, a fim de ofertar aos alunos um embasamento sobre a tecnologia, e como fazer o uso correto e produtiva desse meio, podendo usar o conhecimento adquirido para fins de trabalho. Por fim, cabe a esses novos cidadãos buscarem se informar e interessar sobre meios de se inserir no mercado de trabalho, buscando aprimoramentos profissionais, que os possibilitem de inserirem de forma mais abrupta. .