As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 01/11/2019

Os jovens trabalhadores

No período da Segunda Revolução Industrial, os sistemas de produção Fordista e Taylorista visavam a um trabalhador especializado em apenas uma função dentro da empresa, o qual realizava a mesma tarefa de forma padronizada e repetitiva. Diferentemente desse período da história, o futuro do mercado de trabalho contará com máquinas para realizar tais tarefas, e as empresas, de acordo com o podcast do canal “Mamilos”, tenderão a exigir a multifuncionalidade do profissional. Nesse cenário, o jovem que não se adequar ao futuro do mercado pode sofrer consequências negativas.

Em primeiro lugar, pode-se afirmar que é um desafio para os jovens adaptarem-se ao que é incerto e desconhecido, como o futuro do mercado laboral. Isso ocorre, pois, conforme o Institute for the Future, mais de 80% dos postos e trabalho no ano de 2030 ainda não foram criados. Tal realidade associa-se à teoria da modernidade líquida, proposta por Zygmunt Bauman, o qual defende que a sociedade contemporânea é incerta e está em constante transformação, o que provoca inseguranças. Em vista das inovações tecnológicas, a perspectiva de Bauman se aplica também ao mercado, o que pode gerar angústia na nova geração de trabalhadores. Logo, para evitar a insegurança do jovem, é essencial propor cursos profissionalizantes à medida que novos empregos forem surgindo.

Em segundo lugar, umas das competências exigidas pelo mercado de trabalho é a flexibilidade cognitiva, ou seja, a capacidade de aprender e de realizar diferentes funções por meio da multifuncionalidade, o que, para o profissional despreparado, pode ser uma grande exigência. No contexto apresentado, se o jovem não se adequar à multifuncionalidade, existe a possibilidade de ele sentir-se sobrecarregado e estressado. O fato em questão está relacionado ao estudo do psicanalista francês Dejours, o qual desenvolve a tese de que as tensões psicológicas do mercado de trabalho estão relacionadas à exigência por produtividade.

Diante do exposto, é fundamental a adaptação do jovem para que ele não sofra com a falta de flexibilidade cognitiva. Portanto, a fim de ajudar o jovem a se preparar para o futuro do mercado de trabalho, o governo deve disponibilizar periodicamente cursos profissionalizantes, por meio do destino de parte do PIB para essa ação. Tais cursos devem ser ministrados por grandes empresários e também por psicólogos, visto a necessidade de controlar o estresse e a insegurança. A partir disso, será possível evitar que o jovem fique estagnado ao tipo de trabalho estabelecido pela Segunda Revolução Industrial.