As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 18/12/2019

A crise financeira global, deflagrada nos Estados Unidos em 2008, repercutiu severamente na economia brasileira - precisamente a partir do final de 2012 - e ainda reverbera. Em decorrência disso, desde então, o país está às voltas com o problema da alta taxa de desemprego. Tal quadro acentua-se em meio à população mais jovem, que enfrenta grandes desafios para a sua inserção no mercado de trabalho. Esses empecilhos são corolário da educação ineficiente, conjugada à falta de oportunidades.

Mormente, evidencia-se que o Brasil está aquém dos países mais desenvolvidos no quesito educacional. Com efeito, até de algumas nações emergentes, como a Argentina e a África do Sul. À vista disso, a maioria dos jovens que concluem o ensino médio e superior não está apta para o pleno exercício profissional. Isso se evidencia pelo despreparo técnico e desinformação. Tal realidade é muito preocupante, visto que o arcabouço de conhecimentos teóricos é basilar para a empregabilidade. Como consequência, as empresas optam por pessoas com mais experiência.

Indubitavelmente, o país vive um momento de alta competitividade no mercado de profissionais. Nesse sentido, pessoas com pouca ou nenhuma experiência se veem excluídas do acesso às maiores oportunidades de emprego. A saída dos jovens é aventurar-se no trabalho informal. Outrossim, podem sujeitar-se a postos de trabalho de baixa qualificação e remuneração - pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta para mais de 38% de graduados nessa situação.

Diante do exposto, urge um plano de gestão mais assertivo, com vistas à inclusão dos egressos da educação formal, em especial os mais jovens. Inicialmente, o Governo Federal deve intensificar o rigor dos métodos avaliativos aos docentes e instituições de ensino, no sentido de elevar a instrução do país. Em seguida, é importante que estimule a oferta de programas de estágios, por meio de incentivos fiscais às empresas, a fim de garantir experiência à juventude brasileira. Dessa forma, essa parcela da população nacional terá maior empregabilidade.