As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 09/03/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas em 1948, atesta que todo cidadão tem direito ao trabalho e a livre escolha de emprego. No entanto, o número alto de jovens desempregados, hoje no Brasil, refuta esse direito, devido não só à alta concorrência no mercado de trabalho, mas também pela precariedade da educação.

A priori, vale ressaltar que a facilidade de acesso ao ensino superior nos últimos anos causou uma superlotação no mercado de trabalho. Dessa forma, as empresas se depararam com grande número de pessoas qualificadas para contratarem, de modo que a experiência passou a ser um fator decisivo na obtenção do emprego. No entanto, a maioria dos jovens entram no mercado de trabalho sem nenhuma experiência e, com o déficit de oportunidades para consegui-la, acabam desempregados.

Além disso, segundo dados do Banco Nacional, 52% dos jovens perdem o interesse pelo estudo, ficando ainda mais aquém das expectativas dos empregadores. Tristemente, esse fato é reflexo da precária escolarização pública, que acabou se tornando um sistema de mecanização do jovem em detrimento do estímulo ao pensamento crítico, deixando-os desmotivados a continuarem estudando. Desse modo, fica ainda mais difícil para entrarem no mercado de trabalho, visto que é requerido cada vez mais especializações.

Diante dos fatos apresentados, é inegável, portanto, a necessidade de uma melhoria no sistema educacional e econômico para uma melhor inserção dos jovens no mercado de trabalho. Dessa forma, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego, abrir editais para contratação de jovens para trabalharem em locais públicos, com supervisão, para adquirirem experiência. Para mais, cabe ao Ministério da Educação, modificar a base curricular de ensino, adicionando conteúdos interessantes ao estímulo do pensamento crítico, a fim de incentivar o estudo. Desse modo, o direito a todo cidadão será alcançado.