As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 12/03/2020

Consoante Karl Marx, a economia é o motor da sociedade. Sob essa ótica, é de extrema importância a ascensão da População Economicamente Ativa (PEA) para o desenvolvimento social. Em contrapartida, os jovens que objetivam fazer parte da PEA passam por gargalos como o paradoxo da experiência  e a evasão escolar, os quais atrapalham a concretização de tal meta. Desse modo, para aumentar a participação juvenil no mercado de trabalho, medidas de combate a tais entraves são necessárias.

De início, cabe elucidar a frustração causada pelo paradoxo da experiência. Mormente, é preciso entender que muitas vagas de emprego exigem prática anterior entre seis meses e um ano, a qual o jovem que busca seu primeiro emprego não possui. Em meio a isso, os estabelecimentos não cedem a primeira prática para esse indivíduo, completando um ciclo paradoxal em que o indivíduo precisa do conhecimento prático, mas, ao mesmo tempo, não consegue a oferta dele. Em função disso, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 27% da população entre 18 e 24 anos está desempregada.

Além disso, vale ressaltar que o abandono da escola intensifica a estatística supracitada. Apesar do Artigo 205 da Constituição Cidadã afirmar que a escola deve capacitar os cidadãos para o mercado de trabalho, isso não ocorre de forma universal, uma vez que a pessoa a qual evade da instituição escolar fica menos preparada ante as exigências intelectuais desse mercado. Nesse sentido, a população mais afetada pela evasão escolar é a que se configura em vulnerabilidade social e, por isso, interrompe o estudo em busca de trabalho, o qual, por sua vez, em virtude da falta de qualificação, é dificilmente encontrado. Em síntese, a evasão escolar com o fito de trabalhar é contraproducente, haja vista que só aumenta o número de problemas enfrentados pelos jovens no alcance do emprego.

Portanto, observa-se que a falta de experiência e a evasão escolar dificultam o ingresso juvenil no mercado de trabalho. Por conseguinte, é imperioso que o Ministério da Educação crie uma parceria com empresas privadas, por meio da introdução de cursos de capacitação na Base Nacional Comum Curricular, sendo os estudantes encaminhados a vagas reservadas temporariamente - para que possa ser sempre ocupada por novos alunos -  nas corporações após a conclusão do curso, a fim de construir a experiência nos indivíduos e, consequentemente, facilitar a conquista do emprego. Assim, com condições de trabalho oferecidas pela educação, a população vulnerável não precisará mais abandonar a escola.