As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 31/03/2020
Atualmente duas incógnitas retrocedem o processo de entrada dos jovens no mercado de trabalho brasileiro: de um lado, o precário amparo do sistema de ensino, do outro, a indisposição de empresas para fornecerem a primeira experiência à mão de obra contemporânea. Em virtude desse desamparo social o qual enfrentado pelos jovens nos dias atuais, é necessário que sejam estreitas as relações entre Estado e empresas, para que forneçam o devido amparo necessário ao jovem para com sua decolagem no mercado de trabalho.
Dessa forma, durante todo o processo de formação de um estudante, não se possui amparo do Governo, para que esse saia formado com capacidade de assumir uma vaga de emprego em qualquer empresa. No entanto, essa negligência do Estado, se faz contrária ao Art. 205 da Constituição Federal a qual estabelece o seguinte: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, […] visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Contudo, as atitudes do Governo devem ser imediatamente revisadas e colocadas em prática, seguindo à risca, o estabelecido na Constituição brasileira de 1988.
Desse modo, os jovens já frustrados com o menosprezo estatal, se deparam, ao buscarem por serviço, com empresas as quais não se interessam em fornecer oportunidade de trabalho para que se crie uma experiência, descartando logo de cara esse cidadão. Além disso, muitas das vezes, empregadores preferem dar uma vaga de serviço para determinada pessoa com grau de escolaridade inferior, mas com um mínimo de experiência na área, para assim “explorar” o empregado, tendo em vista que este não possui muita instrução acadêmica. Dessa maneira, com total descaso, parte dos jovens optam por trabalhos informais, distanciando-o da ocupação de uma profissão formal.
Nesse sentido, imediatamente, é necessário que os MEC, todos outros Ministérios e Governo Federal, em ação conjunta, estabeleçam que todas as escolas de Ensino Médio no país, sejam integrais com a disponibilidade de cursos técnicos e aulas práticas para servirem de experiência, e ao mesmo tempo oferecerem vagas de trabalho nas instituições públicas do país aos que nunca possuíram nenhum emprego como experiência. É de suma importância também que o Estado ofereça isenções ou redução nas taxas de impostos para as empresas nas quais fornecerem aos jovens um período de emprego para que não fiquem desamparados no quesito “experiência”. Se realizado todos esses passos, poderemos nos orgulhar de nossa pátria quanto aos preparo, capacidade dos jovens para fomentar o mercado de trabalho e respeito à Carta Magna do Brasil.