As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

Na Pré-História, quando o ser humano era nômade, já existia uma divisão interna de funções nos pequenos grupos. No período neolítico, ocorreu a sedentarização do homem e, consequentemente, a criação de postos de trabalho, de modo que começou uma competição entre pessoas que ocupavam os mesmos cargos. Dessa forma, o mais qualificado e mais experiente ganha maior destaque. Analogamente, o mesmo ocorre na sociedade contemporânea, que prioriza a experiência, fazendo com que jovens sejam excluídos do processo de seleção. Além disso, há uma constante demanda de especialização por parte das empresas.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a chance de jovens conseguirem seu primeiro emprego é 64% menor que a de jovens que já trabalharam e 70% menor do que a de adultos. Esses dados demonstram que a maioria das empresas preferem contratar funcionários experientes, visto que esses já tem conhecimento do processo produtivo e já começariam produzindo, do que aqueles que ainda vão ter seu primeiro contato com o mercado de trabalho e precisarão aprender a prática, apesar de muitas vezes já terem conhecimento da teoria.

De acordo com a revista Exame, a média entre os países da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE) é de um salário 40% maior para quem tem graduação. Em contrapartida, no Brasil, uma pessoa formada no Ensino Superior ganha 140% mais do que uma formada somente no Ensino Médio. É perceptível que o número de brasileiros com graduação aumentou nos últimos anos, mas 70% dos jovens ainda não tem acesso a esse grau de escolaridade, o que dificulta a entrada desses em um mercado de trabalho que exige cada vez mais a especialização dos candidatos.

Portanto, é necessário que se dê uma maior atenção à questão trabalhista dos jovens na atualidade. Inicialmente, o Ministério da Economia, através da Secretaria de Trabalho, devem fortalecer os programas de estágio desenvolvidos nas universidades para que os estudantes adquiram experiência por meio do convívio e supervisão dos trabalhadores mais experientes. Ainda, a Secretaria de Trabalho precisa criar uma taxa sobre o número de pessoas contratadas pelas empresas para que uma porcentagem dessas vagas sejam disponíveis apenas para jovens, ação que garantiria uma maior inserção dessa classe no mercado de trabalho.