As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 07/04/2020
Promulgada pelo Senado Federal em 2000, e ampliada cinco anos mais tarde, a Lei do Aprendiz determina que toda empresa de médio e grande porte reserve de 5 a 15%, de suas vagas,para contratar na condição de aprendiz, jovens entre 14 e 18 anos incompletos, desde que estejam estudando e trabalhando. Conquanto, a falta de experiência e a falta de incentivos por parte das empresas, impossibilita que tal lei seja melhor aplicada. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada, próspera e com oportunidades, para todos, seja alcançada.
Segundo a Codeplan (Companhia de Planejamento do Distrito Federal), os jovens correspondem a 41% dos 314 mil desempregados do Brasil, e mesmo contando com um programa de aprendizagem profissional, o drama e as dificuldades só aumentam, e a inexperiência atrelada a idade é um grande obstáculo a ser superado. No Brasil, ser um jovem qualificado e com oportunidades é um grande desafio, pois é exigido deles um currículo opimo em competências e vivências, contudo, apesar do tempo em estágio passado na faculdade, ou nas escolas, este ainda é muito curto e não agrega as experiências necessárias para que possa-se entrar no mercado de trabalho.
Tal mercado, que é rigoroso e seletivo com os jovens, e na maioria das vezes, não inspira, motiva ou está disposto a dar uma chance para que eles possam mostrar ou dar continuidade aos seus potenciais e habilidades. Demóstenes afirmou que pequenas oportunidades são, frequentemente, o início de grandes empreendimentos, e a frase mostra-se favorável à realidade da Dinamarca, por exemplo, um Sistema Público de Emprego que recebe uma notificação quando um jovem está há 3 meses sem emprego, e com 6 meses, ele é enviado para algum programa de qualificação. Não obstante, o Brasil possuir como alternativa um programa de incentivo, as empresas brasileiras seguem o caminho reverso, e as mesmas vislumbram o receio, no tocante às suas liberdades contratuais, a restrição em contratar, mesmo que temporário, todos os que fazem parte do seus quadros de funcionários. Indubitavelmente ainda há entraves que garantam uma realidade desenvolvida.
Assim, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e do Trabalho, transformem os estágios curriculares em experiência curricular, além de, em parceira com o a mídia, por meio de propagandas de publicidade efetuem campanhas que mostrem a importância da quebra do estigma imposto sobre a contratação dos mais novos, para que assim, eles possam ter mais oportunidades e construir um futuro melhor.