As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

Durante o século XX, a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque foi fator fundamental para a crise de 1929, a qual teve como consequência a chamada Grande Depressão, caracterizada pela expressiva onda de desemprego nos Estados Unidos. De maneira análoga, no Brasil contemporâneo, o cenário persistente de crise financeira traz como um dos efeitos a grande quantidade de indivíduos, sobretudo os jovens, fora do mercado de trabalho, o que decorre da escassez de medidas para que essa parcela da população ingresse nele, além da recorrente precariedade de competências exigidas por parte dos alunos que saem das instituições de ensino no país. Desse modo, urgem políticas públicas a fim de reverter tais questões.

A priori, convém ressaltar que a negligência do Estado com relação ao elevado índice de inocupação é primordial para que a situação perdure. De acordo com o filósofo Rousseau, o contrato social é um acordo feito entre os cidadãos e o Estado que proporcione o bem estar coletivo. Sob esse prisma, percebe-se que a ideia desse pensador não é aplicada no Brasil, uma vez que, diante do elevado índice de desemprego, não há ações governamentais para solucionar essa problemática. A título de exemplo, o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que, do total de brasileiros entre 18 e 24 anos em busca de emprego, 57% não conseguiram vagas. Dessa forma, é substancial a alteração dessa conjuntura.

Outrossim, deve-se destacar que o mercado de trabalho exige diversas habilidades dos alunos que concluíram a graduação. Segundo o Fórum Econômico Mundial, algumas das competências mais exigidas até o ano de 2020 seriam pensamento crítico, solução de problemas complexos e capacidade de negociação. Contudo, a maioria das escolas e universidades brasileiras não possuem estratégias que preparem seus alunos para essas exigências, o que contribui de maneira direta para que eles se encontrem fora do mercado de trabalho. Assim, faz-se mister a reformulação desse quadro.

Depreende-se, portanto, a necessidade da criação de políticas públicas no intuito de reverter os quadros de dificuldades dos jovens para ingressarem no mercado de trabalho. Para isso, o Estado, por intermédio da secretaria do trabalho — vinculada ao Ministério da Economia — deve implantar o Programa Verde Amarelo, cujo objetivo é estimular a contratação de jovens e, assim, inseri-los no mercado de trabalho. Ademais, o Ministério da Educação deve garantir a educação prática em escolas e universidades, fazendo-os, por exemplo, pensar de maneira crítica sobre problemas a fim de que o solucionem, com o intuito de preparar adequadamente os jovens para o futuro ambiente de trabalho. Com essas ações, espera-se combater a questão do desemprego entre jovens no Brasil.