As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/04/2020
A quarta revolução industrial, conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab, caracteriza a drástica mudança no modo de vida da atualidade devido ao grande desenvolvimento tecnológico, substituído cargos e alterando diretamente as exigências do mercado de trabalho, tonando-o cada vez mais seletivo, uma vez que empresas necessitam de profissionais cada vez mais preparados para o novo ambiente. Todavia, a exarcebada dificuldade de ingressar no setor faz-se contraditória a tal avanço, afetando principalmente jovens iniciantes que não recebem a capacitação necessária, assim como a falta de experiência e oportunidades.
Conforme o artigo 205 da Constituição Federal Brasileira de 1988, é dever da educação preparar os jovens para a cidadania e mercado de trabalho. Entretanto, na realidade do país a lei não é exercida, deixando inacessível as competências requisitadas, tal como apenas 12% dos brasileiros acreditam que o aluno do ensino médio público está bem preparado para a vida profissional, afirma a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira de 2017, realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Nesse cenário, visualizando a sucateamento de escolas estaduais, é ocasionada a desigualdade social, pois na maioria dos casos apenas instituições de domínio privado obtém estruturas para disponibilizar tais recursos.
Além disso, as exigências dos contratantes costumam incluir a experiência, o quê dificulta ainda mais o ingresso do jovem no mercado de trabalho. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os jovens só podem ter carteira assinada a partir dos 16 anos, ou seja, não é possível devido à pouca idade obter a experiência exigida, minimizando as oportunidades. Logo, o desemprego é comum nessa faixa etária, resultando na busca por um cargo informal e direitos trabalhistas afetados, ou até mesmo, o direcionamento para a criminalidade como forma de sobrevivência.
Portanto, analisada a problemática, o desenvolvimento de mecanismos para facilitar a entrada das novas gerações no mercado de trabalho é substancial para o país como um todo. É imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) implemente em seu currículo as competências necessárias para atingir o sucesso profissional. Outrossim, o governo deve expandir o projeto existente Jovem Aprendiz, buscando capacitar profissionalmente, dentro dos direitos do ECA, jovens de todo o país.