As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 05/04/2020

A força de trabalho outrora valorizada, força bruta, hoje não encontra, de maneira expressiva, as mesmas oportunidades do passado. Atualmente os jovens procuram por trabalho para tirarem seus sustentos e terem uma vida digna. Porém, sem experiência eles são incapazes de chegar a lugar algum. Com os elevados índices de desemprego no país e a crise atual vivenciada, fica cada vez mais difícil a certeza de que esse jovem profissional conseguirá entrar em um mercado de trabalho.

Em primeiro lugar, as empresas buscam por funcionários qualificados de competência emocional que tenham elevadas habilidades, porém, segundo dados do IBGE, um a cada quatro jovens entre 18 e 24 anos não concluiu nem o ensino médio, fazendo com que haja cada vez mais um aumento no número de desempregados. Outro fator que deve ser levado em consideração é que não é somente o domínio da tecnologia que as empresas procuram, se o ocupacional não apresentar a capacidade de desenvolver atividades práticas, automaticamente, não se torna propício à determinado trabalho. Ressalta-se também que muitos jovens ficam apreensivos na hora da entrevista de emprego, fazendo com que os próprios demonstrem insegurança e ansiedade no que querem fazer e acabam comprovado seus pontos fortes porém destacando os fracos. A inclusão no âmbito profissional proporciona crescimento, aprendizado, autoconfiança e, principalmente, responsabilidade profissional e pessoal. Essa tarefa, no entanto, raramente é fácil.

Outro fator existente é o curso superior, que pode diminuir significativamente os riscos de um profissional ficar sem ocupação durante uma crise, além de ter mais chances de expandir suas práticas em várias áreas. Por mais que existam pessoas muito qualificadas, boa parte dos empregadores se sentem incomodados por dar um bom retorno salarial a um funcionário, o que muitas das vezes prejudica, e faz com que eles não tenham ânimo para trabalhar. A Lei nº 10.097/2000, determina que todas as empresas de médio e grande porte contratem um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% do seu quadro de funcionários cujas funções demandem formação profissional. Uma das exigências dessa Lei é que o jovem esteja devidamente matriculado e frequentando uma instituição de ensino, coisa que infelizmente não acontece. Sem sombra de dúvidas essa é a geração mais preparada e informada, mas também, a com mais desempregados.

Em virtude dos fatos mencionados e para que essas taxas diminuam, o Ministério da Educação deve criar palestras para estudantes manifestando a importância da formação educacional e mostrar como as empresas empregam mais pessoas qualificadas, para que vejam a importância de uma capacitação.