As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/04/2020
Na revolução industrial, a tecnologia, o trabalho organizado , o foco na produtividade, eficiência e lucro máximo mudaram para sempre a relação dos seres humanos com o trabalho. Nessa época, o trabalho já mostrava a sua importância para a sobrevivência humana e a evolução da sociedade. Já no Brasil contemporâneo, se tornou cada vez mais difícil a empregabilidade da camada mais jovem do país, fazendo com que haja uma alta taxa de desemprego na população. Em primeira análise, é notório que o número de vagas de emprego existentes não atende a demanda da população brasileira. Ademais, é nítida a falta de experiencia da camada jovem do país, o que evidencia um problema no sistema trabalhista brasileiro.
Conforme a lei de número 10.097/2000, as empresas de médio a grande porte devem possuir uma porcentagem equivalente a 5% e 15% de jovens aprendizes em trabalho ou estágio. No entanto, é evidente que tal lei não atende, na prática, a alta procura de emprego por parte dos jovens do país, já que estes são os mais afetados pelo afunilamento da porta de entrada no mercado de trabalho. Além disso, segundo dados do IBGE, o índice de desemprego de jovens entre 18 e 24 anos passa dos 27%, o que retrata a péssima situação do país, uma vez que estes deveriam ter mais oportunidades para ingressar no mercado de trabalho.
De acordo com a concepção de Albert Einstein, mais cedo ou mais tarde a teoria sempre acaba sendo assassinada pela experiência, ou seja, a falta de experiência no mercado de trabalho, faz com que jovens tenham desvantagem na concorrência com pessoas de maior qualificação e que aceitem trabalhar por um salário menor.No Brasil por exemplo, segundo dados do IBGE, 22% dos jovens desempregados brasileiros possuem o ensino médio incompleto, fazendo com que também evidencie-se a falta de qualificação dos candidatos.
Em vista dos argumentos apresentados, é evidente que medidas precisam ser tomadas para a redução do desemprego na camada mais jovem do país. Primeiramente, é de grande importância que o governo federal, por meio da junção de forças dos três poderes, realize um aumento da porcentagem obrigatória de jovens recém formados em empresas de médio e grande porte, e garanta a eficácia das leis já existentes que favorecem estes trabalhadores. Além disso, é necessário que o ministério da educação, por meio do fundo nacional de desenvolvimento da educação, realize maiores investimentos na realização de cursos profissionalizantes, fazendo com que haja uma menor desvantagem na concorrência por vagas com a camada mais experiente do mercado de trabalho brasileiro. O desemprego do homem deve ser tratado como tragédia e não apenas como uma estatística econômica.