As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 07/04/2020
Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos passaram a se focar em um desenvolvimento regido pelo consumismo. Com o intuito de expandir o mercado consumidor, os jovens passaram a ganhar mais poder dentro da sociedade, uma vez que agora poderiam trabalhar para ganhar seu dinheiro sem ter que esperar pela vida adulta. No Brasil, no século XXI, essa classe também passou a adquirir mais poder, porém, o método rígido baseado das empresas, que se baseia na experiência do candidato, acaba prejudicando as chances de contratação desses aspirantes, desmotivando-os.
Um dos maiores agravantes desse problema é o método de contratação das empresas, o qual prioriza experiência acima da qualificação do pretendente. Em uma agência de recrutamento de São Paulo, são abertas cerca de 200 novas vagas de emprego por mês, mas, segundo a coordenadora de RH do local, apenas 15% desses cargos não exigem alguma prática prévia. As universidades, com o intuito de evitar tal situação, aconselham os alunos a fazerem estágios antes de completarem o ensino superior, mas, devido ao curto período de tempo, essa opção se torna inviável.
De acordo com o Instituo de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a taxa de desemprego dos jovens é três vezes maior do que a de outras classes trabalhadoras. Muitos aspirantes ainda vivem com os pais, estes que têm salários maiores justamente por conta das altas taxas de desemprego dos seus filhos. Os adultos conseguem pagar as contas sem o auxílio desses menores, o que desmotiva essas “crianças”, pois se sentem inúteis.
Desse modo, fica evidente que mudanças devem ser feitas. Primeiramente, é necessário criar uma metodologia de contratação priorizando qualificação de um candidato, para isso, aulas de investimento financeiros, sejam de escola ou universidade, devem deixar essa noção clara aos futuros empresários. Em segundo lugar, o Ministério da Economia, por ação da Secretaria de Trabalho, deve criar meios para que os jovens sejam empregados e supervisionados por um funcionário mais experiente, resolvendo, assim o problema da falta de experiência dos candidatos. Os jovens são o futuro da sociedade, por isso, é de extrema importância que eles consigam fazer parte dela.