As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

No clássico mundial “Admirável Mundo Novo”,escrito pelo inglês Aldous Huxley, conta sobre uma sociedade utópica, ou seja, um corpo social extremamente organizado no qual cada cidadão tem sua devida função.Porém, levando essa situação para a contemporaneidade, é aparente a falta de inserção dos mais jovens no mercado de trabalho por conta da sua inexperiência ou incapacitação escolar, por isso, é fundamental que haja medidas que contornem essa problemática e viabilize maior inclusão dos mesmos nesse espaço.

A experiência é um item primordial no momento de encontrar emprego. Diante dessa exigência, os jovens se deparam com dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. De acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Distrito Federal (PED-DF),cerca de 42,5% dos desempregados têm entre 16 e 24 anos, ou seja, pessoas inexperientes ou que acabaram de completar o ensino médio não têm possibilidade de competir com profissionais que estão há muito tempo na área, o que gera uma elevada desocupação de jovens que buscam adentrar em um determinado setor.

Segundo dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), realizada pelo IBGE, apresenta que as chances dos profissionais com nível superior completo permaneçam empregados após cinco semestres são de 95,3%. Entretanto, esse percentual cai para 87,4% quando se trata de trabalhadores que usufruem de escolaridade intermediária ou incompleta. Com isso, jovens que não tiveram como participar ou terminar sua educação estão desabilitados de meios para se introduzir e perdurar no ofício desejado. Além de que, jovens nascidos no final da década de 90, chamados de “Geração Z”, enfrentam constantes mudanças no âmbito social e tecnológico, por isso o seu desenvolvimento comunicativo e relações interpessoais enfraquecem, o que gera uma menor taxa de admissão, já que 48% das empresas buscam contratar os mais propensos à comunicação.

Com base nos fatos apresentados, percebe-se que ainda há muito a ser feito para evitar esses paradigmas. Logo, é essencial que o Governo Federal por intermédio do Ministério da Educação, faça por meio de estratégias governamentais a ampliação de projetos de emprego sem exigir experiência, cursos de capacitação e incentivar empresas a dar oportunidade de emprego aos iniciantes através da diminuição de impostos, para assim, jovens trabalhadores ganharem espaço e emprego fixo para assegurarem-se.