As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

Desde a infância somos educados para nós encaixar dentro dos conformes do mercado trabalhista e, nesses conformes, obter sucesso em nossas respectivas carreiras. Objetivos que, de acordo com as ideologias da sociedade contemporânea, seriam alcançados por meio de estudo e ganho de conhecimento. Entretanto, percebemos que ,no mercado de trabalho atual, mesmo tendo cursos de especialização e ensino superior, os jovens continuam sendo a maior parcela de desempregados no nosso país. Essa realidade se deve, essencialmente, à falta de oportunidades dadas aos recém chegados do mercado de trabalho e à precariedade dos mecanismos de preparação oferecidos a eles.

Em princípio, cabe ressaltar a grande exigência nos currículos dos contratados e a evidente primazia da experiência profissional. Devido a isso, jovens que procuram sua primeira contratação enfrentam diversos obstáculos para sua conquistar sua inserção no mercado trabalhista, visto que, as empresas, em sua grande maioria, não estão dispostas a treiná-los e prepará-los para exercer os cargos. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada a probabilidade de um jovem que nunca trabalhou permanecer desempregado é de 64%, enquanto para jovens que já tiveram seu primeiro emprego essa probabilidade é de 44%, fato que reforça o paradoxo de experiência presente em nosso país.

Ademais, vale mencionar que segundo o artigo 205 da nossa constituição, a educação deve ser promovida e incentivada visando a preparação do indivíduo à qualificação do mercado trabalhista e exercício da cidadania. No entanto, de acordo com o Censo Escolar 2018, são mais de quatrocentos e sessenta mil estudantes em situação de evasão escolar no país, o que justifica o grande número de trabalhadores sem nenhuma qualificação e conhecimentos básicos no Brasil. Visto isso, podemos perceber que a realidade do sistema educacional do país não condiz com o citado nesse artigo da nossa constituição.

Logo, para enfrentarmos as dificuldades vivenciadas pelos jovens para entrar no mercado, o Ministério da Educação deve ampliar os projetos de emprego que incentivem as empresas a oferecerem a primeira experiência de trabalho a esses indivíduos e, somado a isso, o governo federal deve aumentar seus investimentos no setor da educação suprindo as necessidades básicas pressentes no ensino público e aumentando assim a acessibilidade aos cursos capacitação técnica para as pessoas de 15 à 24 anos.