As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 07/04/2020
A situação de desemprego no país, segundo o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), aumentou bastante perante a situação pandêmica do atual coronavírus COVID-19, podendo ter um aumento de quase 5%, sendo que a parte mais atingida deste número serão os entre 18 e 24 anos, que em fevereiro já eram o dobro da média geral, segundo dados do IBGE. Tal situação exemplifica que o mercado brasileiro atualmente não está caracterizado para receber o número da nova oferta de trabalho de jovens capacitado. Além de que o governo brasileiro pode, indiretamente, estar ajudando à aumentar tais taxas por meio de incompetência e ações comunicativas mal-direcionadas.
Segundo dados do Serasa, o número de novas empresas aumentou de 2017 à 2018, porém 80% delas fazem parte da categoria de microempreendedorismo individual (MEI), tendo um efeito prático de trabalhos informais. Enquanto isso, segundo o mesmo levantamento, os números de criação de vagas formais de trabalho foram negativos, enquanto números de formados em trabalhos de tal natureza tem crescido, com plena capacidade de tal cenário ter se mantido até este ano. Todos esses dados demonstram que, devido à uma relutância de investidores e agências de investimento com uma economia majoritariamente informal e, mais recentemente, a crise de saúde recente gera uma quantidade grande de desempregados jovens qualificados sem procura, aumentando a taxa de desemprego. Um exemplo disso foi um pronunciamento da agência de risco Fitch, que diminuiu sua classificação do Brasil em três categorias como um cenário de investimentos com potencial.
Entretanto, tais investidores têm mais motivos para demonstrar cautela, como a própria Fitch já pronunciou sobre sua diminuição de classificação: “A falta de estabilidade do governo e falta de uma base confiável no Congresso pode fazer as reformas difíceis e demoradas”. Além de que, segundo o professor de Economia da USP Paulo Feldmann “O mercado está muito preocupado com a figura do governo, as empresas estão preocupadas. Acaba sendo ruim para a economia e o mercado”. O que demonstra que o governo nacional , por meio de comentários soltos de diversos membros ou uma mal-comunicação de objetivos, prejudica a confiança de investidores para com a segurança do retorno de investimentos novos no mercado nacional, impedindo possíveis contratadoras de existirem, adicionado com a crise atual, resultando em danos econômicos maiores ainda.
Perante tal situação, se torna necessário do governo, por meio de reformas propostas pelo Congresso, reajuste seus problemas de comunicação, colocando pronunciamentos mais claros e concisos, retirando integrantes incompetentes e estabelecendo uma aparência concreta, visando melhorar a opinião de investidores e da população e estimular mais empreendimentos de empresas na nação. Além de, por meio do Ministério da Economia e Secretaria do Trabalho, criar um programa que estimule tais empresas à contratarem trabalhadores qualificados recém-formados, por meio de estímulos monetários, programas de estágios e facilitando acesso de empresas à encontrar jovens prodígios ou potenciais bons funcionários para elas, com o objetivo de diminuir as taxas de desemprego e melhora da economia.