As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

No século XVIII, houve o nascimento de uma corrente econômica criada por Adam Smith que mudou a maneira de como os estados-nação agiam economicamente, o liberalismo, que ,na contemporaneidade, evoluiu para o neoliberalismo, modelo que privilegia ainda mais o lucro. Contudo, as falhas desse dificultaram, cada vez mais, a inserção de nova mão de obra. Dentre os principais fatores que atrapalham a entrada de trabalhadores jovens, destaca-se a falta de emprego, somada a pouca experiência, pois preteridos pelos mais experientes.

Em 2008, houve uma crise global na qual um grupo de bancos foi à falência por equívocos financeiros, elevando a taxa de desemprego. Anos após o ocorrido, seus efeitos ainda são sentidos na sociedade pela dificuldade de entrar no mercado, decorrente do aumento da concorrência e de uma maior exigência qualitativa sobre os trabalhadores. Esse efeito se torna mais forte entre os mais jovens, que, em início de carreira, ainda estão se familiarizando com a área profissional, não suprindo a experiência exigida pelo mercado. Como consequência, tem-se a elevação da taxa de desemprego entre trabalhadores de 18 e 24 anos, que é o dobro da taxa geral, segundo o IBGE.

O escritAlbert Camus ensinou que o único jeito de adquirir experiência é passando por ela, sendo dito ensinamento aplicado a não contratação de jovens pelos empregadores. Depois de cursar o ensino básico e superior, o esperado é conseguir um bom emprego e perceber razoável remuneração. Todavia, a falta de habilidade técnica e experiência impedem, muitas vezes, a contratação de jovens, que mesmo com vários anos de estudo, são preteridos por trabalhadores mais experientes, obstando que toda uma faixa etária adentre no mercado de trabalho.

Com o intuito de inserção da mão de obra da população mais jovem, deve-se priorizar sua contratação por meio de incentivos governamentais realizados pelo poder executivo, pois é a medida mais adequada. Além disso, o currículo estudantil deve incluir cursos preparatórios para atender as necessidades do mercado, privilegiando, além da teoria, a prática, como já fazem os institutos profissionalizantes, que por meio da difusão de ensino técnico, atendem às necessidades das empresas.