As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

Durante o século XIX, o biólogo Charles Darwin desenvolveu a teoria da “Evolução das Espécies”, essa teoria compreende que aquele que melhor se adapta as pressões exercidas pelo meio sobrevive, sendo ou não o mais forte. Analisando a teoria e relacionando-a com o mundo contemporâneo, percebe-se que as empresas estão optando por manter os funcionários com maior experiência e que atendam às necessidades da empresa. Dessa forma, os governos devem tomar uma iniciativa de apoio aos jovens que não são inseridos nesses contextos, devido à divergência entre a formação acadêmica atual e a que o mercado de trabalho exige, além disso, ao fato que as empresas preferem manter a produtividade ao invés de ensinar os jovens, optando assim, por especialistas.

Em nosso sistema acadêmico atual, as escolas são programadas para “treinar e inserir” os alunos na sociedade, reforçando inclusive as questões sobre como se comportar no mercado de trabalho, porém esses comportamentos divergem do modelo de profissional esperado pelas empresa. Ademais, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) 57% dos jovens de 18 a 24 anos estão desempregados há mais de um ano mesmo que existam vagas, visto que, de acordo com a gerente de projetos da Cia. de Talentos, Milie Haji, vagas deixam de ser preenchidas, pois os candidatos não têm controle emocional durante a seleção, já que a pressão exercida pelas empresas sobre os jovens não é a mesma a qual foram submetidos na escola.

Para mais, sabe-se que as empresas preferem contratar pessoas mais experientes mesmo que isso signifique perder a oportunidade de empregar jovens com maior facilidade de manusear a tecnologia. Além disso, com o passar dos anos, as competências empregatícias vêm sendo alteradas, já que habilidades emocionais começaram a ser cada vez mais necessárias. A exemplo disso, um artigo realizado em 2018 pelo Exame Abril relata que alguns candidatos não eram compatíveis com o perfil pedido pelas empresas, justamente pela ausência de algumas competências emocionais, como criatividade, resiliência, pensamento inovador e crítico ou autoconhecimento.

Portanto, frente ao exposto, evidencia-se que o Ministério da Educação por intermédio dos Governos Estaduais, deve começar uma campanha para disponibilizar cursos profissionalizantes aos jovens que estão se formando, que ensine as competências necessárias para serem aceitos nas empresas, com o intuito de prepará-los para o mercado de trabalho. Outrossim, o Poder Legislativo, deve criar uma lei que insira um número mínimo de estagiários em cada empresa, em consequência disso, os jovens não teriam tanta dificuldade para serem inseridos nesse contexto, além de que começariam a gerar sua própria renda, podendo assim ingressar em outros cursos para alcançar sua qualificação profissional.