As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

Na contemporaneidade, a ascensão do número de jovens desempregados entre 15 a 24 anos é algo constante. Um exemplo disso seria os que estão na faculdade e precisam se manter financeiramente, pois não tem mais o apoio monetário dos pais ou familiares. Tamanha inatividade no trabalho e desemprego se expandem constantemente por conta da insuficiência de experiência desses jovens juntamente com a falta de oportunidade das empresas em contratarem eles.

Em primeiro lugar cabe ressaltar que quase quatro em cada 10 brasileiros de 19 anos não concluíram o ensino médio em 2018, idade julgada ideal para esta fase de ensino. A meio deles, 62% não frequentam mais a escola e 55% pararam de estudar ainda no ensino fundamental, segundo dados fornecidos pelo IBGE. Esse grande número de evasão escolar ocorre basicamente por conta da desistência desses alunos de um ensino precário, fazendo com que isso influencie diretamente em sua vaga de emprego. É necessário destacar que o abandono escolar também instiga uma falta de capacitação enorme nesses juvenis, que poderiam ser mão de obra no mercado de trabalho.

Ademais, certas instituições, ao anunciarem que estão precisando de funcionários, na maioria das vezes exigem de 6 meses a 1 ano de experiência dessa pessoa como trabalhador, deixando para trás os novatos que nunca tiveram a primeira experiência, fazendo com que a maioria iniciante fique desempregada. É importante falar também que a maior parte dos jovens brasileiros hoje fazem parte da Geração Z ( 1990 até 2010 ), a maioria deles tem uma facilidade muito grande em utilizar a tecnologia e as redes sociais, mas ao mesmo tempo é um grupo muito inquieto e que possui dificuldade de se encaixar no mercado de trabalho. É importante que essas pessoas consigam participar do trabalho como um todo.

Destarte, faz-se necessário que o Governo Federal, por meio do MEC, desenvolva projetos de emprego que não requeiram experiência. É preciso também que estes ampliem programas como o do Jovem Aprendiz, para as pessoas que estão principiando em certa ocupação consigam envolver-se, deveras, no mercado. Para mais, é importante o fornecimento de cursos de capacitação para esses aprendizes, porque assim será uma maneira viável de encaixar esses novatos no mercado de trabalho. Com tudo isso seria notório a diferença de experiência dos jovens do Brasil, e da mesma forma, ficaria explícito um aumento de oportunidades de emprego.