As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 07/04/2020

No romance “Admirável Mundo Novo” do autor Aldous Huxley é contemplada uma sociedade utópica e perfeita, na qual são designados empregos e funções à cada cidadão a partir do momento que nascem, e isso torna o desemprego inexistente nessa utopia. Já na sociedade atual, a existência e as exigências do mercado de trabalho desfavorecem jovens prestes a ingressa-lo, de modo que, por não terem experiência e necessitarem de mais treinamento, são deixados de lado nas contratações.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) jovens entre 18 e 24 anos possuem a menor probabilidade de serem contratados, além de terem menos estabilidade nos empregos, pois caso o empregador sinta que precisa demitir funcionários, é comum que demita os menos experientes para não afetar na produtividade. Diante do exposto é perceptível que as desvantagens dos jovens em ingressar no mercado de trabalho em relação a pessoas mais experientes age como um fator para a desistência desses jovens, os impedindo de atingir a independência.   Apesar da geração atual possuir mais afinidade tecnológica que as passadas, a formação acadêmica das atuais destoa das exigências do mercado e a falta de habilidades principalmente emocionais (evidenciadas nos altos índices de problemas emocionais entre jovens), tem tornado-os menos atrativos aos olhos do mercado, isso se deve ao fato de não saberem lidar com as frustrações que ter um emprego produz.

Diante do exposto, se faz necessário que o Governo Federal por meio do MEC efetive as exigências da Base Nacional Comum Curricular que ajudam os alunos a lidarem com emoções e frustrações. Os mesmos devem também realizar a ampliação de programas como o Jovem Aprendiz, que possibilita que jovens adquiram tempo de experiência antes de ingressarem realmente ao mercado de trabalho, e dessa forma amenizando o desemprego entre os jovens tornando-os mais atrativos ao mercado de trabalho.