As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 06/04/2020
Desde a Revolução Industrial, novas tecnologias surgiram e tomaram conta do mercado de trabalho, o que inviabiliza a má formação nesses meios para alcançar boas propostas de emprego e sua valorização no mercado de trabalho. Durante a Era Vargas, essas tecnologias começaram a fazer mais parte do cotidianos de empresas brasileiras e de como elas se comportam no mundo atual, redigindo quem elas contratam. A partir disso, podemos relacionar a desigualdade social, aliada a falta de competências sócio-emocionais como causas da dificuldade da entrada no mercado de trabalho entre jovens.
Segundo Alan Kay, informático americano, a tecnologia só é tecnologia pra quem nasceu antes dela ter sido inventada. A partir desse ponto de vista, é possível entender que, para os que nasceram após a criação da tecnologia, é muito mais fácil compreendê-la. Apesar disso, Kay não considerou que a desigualdade social em países emergentes, como o Brasil, possibilitou a existência de jovens que nunca tiveram contato com essas tecnologias e por isso, não capazes de usá-la a seu favor. Isso ocasiona diretamente em uma maior dificuldade no mercado de trabalho, já que as empresas buscam cada vez mais por qualificação nesse meio. Segundo estudos da IETS (Instituto do Estudo do Trabalho e Sociedade), jovens pouco qualificados tem menor chance no mercado de trabalho, já que 27% são inativos.
Além disso, as competências sócio-emocionais da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) também se apresentam como fatores importantes na busca por emprego. Primeiramente, é necessário entender que, a maioria das pessoas é contratada por habilidades técnicas, mas demitidas por comportamentos em seu meio. Cada vez mais as empresas estão inserindo as competências emocionais em seus critérios, algumas vezes superando as habilidades técnicas. O desenvolvimento dessas competências é necessário para preparar os jovens de hoje para empregos do futuro. Em título de informação, dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) apontam que em 2030, cerca de 65% dos jovens do ensino fundamental 1 atuaram em profissões que ainda não existem.
Portanto, é fica evidente a falta de participação do Governo Federal nesses meios, aplicando medidas necessárias. O Governo precisa frear a desigualdade social, o que pode ser feito a partir do controle dos gastos públicos, a partir da criação de um órgão, chamado Central, que disponibilizará materiais para os departamentos participantes, utilizando o Sistema de Registro de Preços. Em segundo lugar, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, precisa aplicar as competências da BNCC como necessária para o avanço do aluno, a fim de garantir o desenvolvimento emocional desses jovens.