As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

No século XVIII, com a Revolução Industrial, o surgimento das fábricas levou ao aumento da eficiência nos setores de produção, onde atuavam principalmente mulheres e pessoas mais novas, existindo preferência dos proprietários das indústrias pelas crianças, que tinham salários baixos e capacidade maior de realizar os trabalhos braçais. No Brasil contemporâneo, os jovens encontram cada vez mais dificuldades de ingressarem no mercado de trabalho, visto que a grade curricular dos mesmos não condiz com o que é exigido pelas empresas e que, suas habilidades socioemocionais são pouco prósperas.

De acordo com Aristóteles, o conhecimento empírico é substancial para a compreensão do mundo, sendo de extrema importância o aprendizado prático, de observação e experimentação. No território brasileiro, entretanto, a maioria das escolas não oferecem matérias optativas, disciplinas que promovem a educação específica e efetiva sobre uma determinada área, complementando a composição acadêmica. Já nas instituições de ensino estadunidenses, os alunos podem montar as próprias grades horárias com base em seus objetivos pessoais futuros, possibilitando o seu pré-direcionamento e a formação do conhecimento prático exigido pelo mercado.

Ademais, segundo dados divulgados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos, o desempenho dos brasileiros no teste Pisa vai decaindo ao longo da prova, chegando ao índice de resolução de 40% das questões. Isso mostra que, durante a realização da avaliação, os jovens apresentam complicações em lidar com os seus sentimentos e com o cenário de pressão no qual estão inseridos, o que prejudica os seus resultados e evidencia o despreparo e domínio falho das habilidades socioemocionais dos mesmos.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Dessa forma, com o intuito de  direcionar os jovens ao mercado de trabalho e fornecer conhecimento prático, assim como experiência, o governo federal, por meio do Ministério da Educação, deve aumentar os investimentos para a disponibilização das matérias eletivas no ambiente escolar. Outrossim, para a melhora das condições psicológicas desses indivíduos, a Secretaria de Educação Básica deve firmar o desenvolvimento das habilidades socioemocionais dos alunos, o que pode ser feito pela implantação do Projeto Semente nas escolas do país, ou seja, o estabelecimento de um programa que busca formar pessoas mais resilientes e com autocontrole.