As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/04/2020

No livro, “Admirável Mundo Novo”, do escritor inglês Aldous Huxley, é retratado uma sociedade extremamente organizada, de forma que cada cidadão possui um emprego e uma função. Todavia, no Brasil hodierno, é evidente o oposto do que o autor prega, uma vez que a dificuldade de inserir os jovens no mercado de trabalho constitui um dos grandes desafios nacionais. Tal cenário, tem origem na atuação de políticas públicas ineficientes e na grande exigência e cobrança por experiência no mercado. Logo, é fulcral a resolução dessa problemática para a inserção desse grupo no mundo corporativo.

A priori, é imperativo destacar a escassez de ações públicas como um dos agentes para a exclusão dos jovens no âmbito laboral. Isso ocorre, porque, historicamente, a subutilização de brasileiros de 18 a 24 anos, sempre foi maior dentro do sistema trabalhista. Concomitante, o governo, ao utilizar programas deficientes de formação de mão de obra para essa classe, agrava ainda mais esse quadro deletério. Dessa maneira, esse contexto permite desvalorização do trabalho jovial, ameaça a evolução da economia nacional e compromete o futuro da nação.

Outrossim, é profícuo ressaltar que a competitividade e as exigências do mercado marginalizam os jovens brasileiros para exercer um trabalho formal. Essa realidade desafiadora converge com o pensamento do filósofo Zygmunt Bauman de como as mudanças no âmbito laboral geram uma maior qualificação da mão de obra, e consequentemente, a redução do número de empregos. Nesse sentido, a reflexão de Bauman justifica o grande dilema enfrentado por essa comunidade, que busca qualificação e vínculo empregatício, direitos violados tanto pelo setor público, como o privado. Portanto, é mister a dissolução dessa conjuntura.

Dessarte, fica evidente a necessidade de buscar mecanismos para minimizar os efeitos dessa problemática. Cabe, então, ao Congresso Nacional, formular leis, que por meios de incentivos fiscais, garantam a inclusão de um percentual significativo de jovens sem experiência e qualificação nas organizações. Essas entidades seriam responsáveis pelo desenvolvimento profissional desse contingente, a fim de democratizar as oportunidades nesse grupo. Ademais, o Governo Federal deverá disponibilizar programas de qualificação profissional nas comunidades desassistidas, para que os jovens aprendam a desenvolver os mais variados ofícios. Por conseguinte, será possível uma aproximação da temática  retratada na obra de Aldous Huxley.