As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 07/04/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que todo cidadão tem direito ao trabalho e a livre escolha de emprego. Entretanto, o acesso a esse direito é cada vez mais difícil, principalmente entre os jovens, que ficam para trás na corrida do mercado de trabalho ao disputar com pessoas mais experientes. Há, ainda, um déficit na formação dos jovens, que não os prepara para um mercado muito mais exigente.

É notório que as empresas estão cada vez mais rigorosas na escolha do jovem a ser empregado. Segundo dados apurados pelo IBGE, em 2018 os jovens lideravam o ranking dos mais desempregados. Essa estática pode ser associada ao fato dos empregadores optarem por indivíduos com mais bagagem prática, ou seja, a experiência do candidato é mais valorizada do que o conhecimento teórico.

Também é preciso destacar que o desemprego entre jovens também é intensificado pela desigualdade. Enquanto a população de classes altas tem oportunidade de realizar ensino superior e especializações antes de trabalharem, os jovens de famílias pobres, geralmente pardas ou negras, precisam se sustentar antes de adquirirem qualificações. Assim, acabam ocupando as vagas menores, onde há mais chance de demissão, ou ficando no trabalho informal. Isso fica evidente com com os dados do IBGE. Estes afirmam que a taxa de desemprego entre os jovens que se declaram brancos é de 9,2%, abaixo da média nacional. Já entre os que se declaram pretos foi de 14,9% e de pardos, 13,6%.

Em suma, é necessário que o Governo Federal, por intermédio do ministério do trabalho desenvolva um projeto para incentivar empresas a oferecerem empregos a jovens sem experiência, por meio da redução de impostos aos que aderirem. Além disso, é essencial que o Ministério da Educação (MEC) invista no oferecimento de curso técnicos nas escolas da rede pública, de modo que os jovens possam estar mais capacitados para o mercado de trabalho logo ao saírem do ensino médio.