As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/04/2020

Com o advento da Revolução Industrial na Europa, entre os séculos XVIII e XIX, até a atualidade, a mão de obra vem sendo substituída por máquinas. Ademais, com o crescimento exponencial da tecnologia esse cenário tem se tornado cada vez mais comum no âmbito fabril, que visa mais o ‘capital intelectual’, do que o trabalho braçal. Dessa maneira, sucede uma maior taxa de desemprego e competição por uma vaga de trabalho, afetando principalmente os jovens.

Em primeira análise, desde 1856, Frederick Taylor, fundador do Taylorismo, também conhecido como Administração Científica, visava à especialização do trabalhador. Nesse contexto, a falta de cursos profissionalizantes voltados para a juventude é um dos principais impasses para jovens que buscam sua inserção no mercado de trabalho. Além disso, a falta de inteligência emocional em uma entrevista de emprego pode acarretar um desfecho contraproducente.

Outrossim, é indubitável a desigualdade de contratação entre as gerações ‘Y e Z’, que ocorre principalmente pela falta de experiência dos mais novos no setor econômico, contribuindo para o envelhecimento da população economicamente ativa e gerando um lapso no setor financeiro assim como no sistema de aposentadorias. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem elevadas taxas de desemprego entre pessoas de 18 á 24 anos.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação, atrelado ao Ministério da Economia, devem construir mais unidades de escolas técnicas, além de investirem na melhoria da infraestrutura das já existentes, pois como já disse o filósofo Immanuel Kant ‘o ser humano é aquilo que a educação faz dele’. Por fim, cabe ao setor judiciário a implantação de novas leis que obriguem as empresas privadas na contratação de pessoas inexperientes, assim como o Jovem Aprendiz, dando-lhes assim mais oportunidades.