As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 20/04/2020

Ingressar por definição é passar a fazer parte de algo, é ser inserido para o interior de alguma lógica conjunta. É fato que hoje se instala um medo entre a classe dos jovens quando o assunto é mercado de trabalho, já que a pressão por um resultado melhor, a redução do salário, o aumento de carga horária e a competitividade por qualificação se tornou cada vez mais sufocante e difícil. Desde seus primórdios o capitalismo gira em torno da produção de riqueza e alta produtividade sendo violentamente competitivo e a juventude contemporânea não está sendo devidamente preparada para isso.

Deste modo, antes mesmo de começar uma faculdade ter em mente que o sistema de trabalho não foca principalmente na formação acadêmica ou em diploma é essencial. Neste contexto deve-se compreender que a lógica capitalista preza sobretudo a experiência prática, a produtividade em massa e competitividade, e que sem no mínimo algum desses requisitos na maioria das vezes não se contrata. Unidamente com isso ao sair da universidade os jovens pensam que por terem um diploma, podem abrir mão da competição por um espaço, da experiencia profissional, e ganhar pouco por um determinado tempo para alcançar um reconhecimento no mercado, deixando a desejar nas atribuições necessárias para ingressar.

A partir disso, especialistas afirmam que a origem do problema se instala na falsa ideia das pessoas de que ao se formar no ensino médio e concluir uma faculdade terão um emprego excelente e ganharão um salário alto, o que na perspectiva capitalista é quase impossível.Com isso, não é errado afirmar que o jovem não está inserido na realidade do mercado. Assim, muitos que acabaram de se formar estão acomodados no desemprego por não serem instruídos para competir por um espaço e se diferenciar dos demais, o que não gera procura e, em consequência, não surgem ofertas. Prova-se esse quadro, por exemplo, em uma pesquisa feita pelo IBGE em 2017, que revela que essas pessoas já são 20% da população de 14 a 29 anos que não trabalham e não fazem qualquer tipo de qualificação profissional.

Em suma, deve-se agilizar a quebra desses paradigmas de que um diploma garante o emprego desde a escola básica. Será feito por ONGs que acreditam na particularidade especial de cada um para gerar uma diferenciação eficaz no processo de competitividade, competência e habilidade com parceria do Estado. Assim serão injetadas desde o ensino infantil as ideias dessas ONGs de como funciona de verdade a ingressão no mercado de trabalho, tirando a ilusória ideia que terão um emprego bom com um pensamento vitimista. É necessário criar profissionais cientes de que precisam mais de um diploma, é preciso agir e sair da sua zona de conforto para conseguir um emprego e dar duro para se manter nele.