As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 25/04/2020
A Lei do Aprendiz, aprovada em 2000 e regulamentada em 2005, determina que todas as empresas, de médio ou grande porte, contratem um número de aprendizes equivalente a um mínimo de 5% e um máximo de 15% entre seus funcionários. Entretanto, é notória a dificuldade da inserção de jovens no mercado de trabalho. Com efeito, evidencia-se a falta de engajamento efetivo dos mesmos na sociedade.
Segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de desemprego da população de 18 a 24 anos foi de 23,8% (3,643 milhões) no quarto trimestre de 2019. Tal cenário é resultante da falta de experiência e oportunidades garantidas aos jovens devido à muitas empresas, em meio a crises, por exemplo, optaram pela contratação de trabalhadores mais experientes. A importância de tais chances para um crescimento profissional sólido, pode ser elucidada com uma frase de Emílie Durkheim, que disse que o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, a saber quais são suas origens e as condições de que depende.
Ademais, a questão da desigualdade social e a precariedade do sistema de ensino também são problemáticas que geram ainda mais objeções. Segundo Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. Todavia, as oportunidades não são as mesmas para todos, enquanto uns crescem, com uma facilidade maior, outros não compartilham da mesma realidade.
Portanto, o Ministério do Trabalho, juntamente com as escolas, deve criar projetos sociais que possam dar assistência para os jovens brasileiros ingressarem no mercado de trabalho com mais aptidão, como palestras e dicas sobre tal assunto. Além disso, é indispensável a participação do Ministério Público para garantir a fiscalização da aplicação correta da Lei do Aprendiz realizada pelas empresas. Como resultado dessa nova perspectiva, além do crescimento técnico e educacional do indivíduo, o país se beneficia com uma melhor qualificação da mão de obra.