As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 26/05/2020

No livro “Admirável Mundo Novo” do escritor inglês Aldous Huxley, é retratado uma sociedade extremamente organizada, de forma que cada cidadão possui um emprego e uma função. Todavia, no Brasil hodierno, é evidente o oposto do que o autor prega, uma vez que a dificuldade de inserir os jovens no mercado de trabalho constitui um dos grandes desafios nacionais. Tal cenário tem origem na atuação de políticas públicas ineficientes e na grande exigência e cobrança por experiência que o mercado pontua. Logo, é fulcral a resolução dessa problemática para a inserção desse grupo no “mundo corporativo”.

A priori, é imperativo destacar que a escassez de ações públicas como um dos agentes para exclusão dos jovens no âmbito laboral. Isso ocorre porque historicamente, a subutilização de brasileiros de 18 a 24 anos, sempre foi maior dentro do sistema trabalhista. Nesse sentido, governo ao utilizar programas deficientes de formação de mão de obra para essa classe, agrava ainda mais esse quadro deletério. Dessa maneira, esse contexto permite desvalorização do trabalho jovial, ameaça a evolução da economia nacional e compromete o futuro da nação.

Outrossim, é profícuo ressaltar que a competitividade e as exigências do mercado marginalizam os jovens brasileiros para exercer um trabalho formal. Essa realidade desafiadora converge com o pensamento do filósofo, Zygmunt Bauman ,de como as mudanças no âmbito laboral geram uma maior qualificação da mão de obra, e consequentemente, a redução do número de empregos. Nesse sentido, a reflexão de Bauman justifica o grande dilema enfrentado por essa comunidade , que busca qualificação e vínculo empregatício, direito violado tanto pelo setor público, como o privado.Assim, as  as  mudanças  na esfera trabalhista  estreitaram a inserção dos jovens nesse panorama e posiciona-os a mercê do trabalho formal .  Portanto, é mister a dissolução dessa conjuntura.

Dessarte, fica evidente a necessidade de buscar mecanismos para minimizar os efeitos dessa problemática. Cabe, então, ao Congresso Nacional, formular leis que por meio de incentivos fiscais, garantissem  a inclusão de um percentual significativo de jovens sem experiência e qualificação nas organizações – essas entidades seriam responsáveis pelo desenvolvimento profissional desse contingente, a fim de democratizar as oportunidades nesse grupo. Ademais, o Governo Federal deverá disponibilizar programas de qualificação profissional nas comunidades desassistidas para que os jovens aprendam a desenvolver os mais variados ofícios. Feito isso, será possível uma aproximação da temática retratada na obra de Aldous Huxley com o Brasil contemporâneo.