As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 02/12/2020
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6o, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho ,dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o o desemprego no país. Nesse sentido, a situação vem sendo agravada devido a baixa escolaridade e precarização nas formas de ensino . Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a Educação de qualidade, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a crise econômica atual como impulsionadora da falta de emprego no Brasil, visto que, empresas buscam contratar trabalhadores com mais experiência visando a alta produtividade. Segundo o IPEA a taxa de desemprego total em grupos acima de 25 anos é mais baixa que entre aqueles com menor idade, o que reflete a preferência das firmas em manter seus trabalhadores mais especializados. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Necessita-se, que o Ministério da Educação oferte melhores formações e qualificações desses grupos e implemente melhorias na qualidade da educação. Além disso, mostra-se relevante requalificar aqueles que estão fora desse ambiente e, conjuntamente com a iniciativa privada, reforçar a contratação de jovens. Assim, se consolidará uma sociedade mais igualitária, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.