As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 25/06/2020

Em sua obra “A Cidade do Sol”, Tommaso Campanella apresenta o que, em sua visão seria uma sociedade justa, uma na qual todos teriam suas oportunidades e a perspectiva da possibilidade de um futuro próspero. Em análise, essa seria uma situação impossível e utópica para os jovens que tentam, sem êxito, se colocar no mercado de trabalho. Dessa forma, é nítido que essa dificuldade para o acesso dos jovens ao mundo trabalhista é justificado por sua falta de experiência, relacionada à sua grande ambição, e isso representa uma grande ameaça para o funcionamento da sociedade, além de denotar um evidente descaso do poder legislativo para com esse grupo.

De início, é notório salientar a facilitação do acesso a cursos superiores na atualidade, fator pelo qual se torna difícil a contratação de um grupo mais novo. A partir desse ponto, é evidente que em tempos passados, havia pouca disponibilidade de uma formação superior, e consequentemente, menos pessoas formadas, de modo  que acabou por tornar a experiência o critério mais importante para a contratação, fator esse que permanece inalterado até os dias de hoje. Portanto, apresenta-se nitidamente a necessidade de ações do estado para facilitar a integração de um grupo tão expressivo na sociedade.

Paralelamente, essa dificuldade de acesso dos jovens ao trabalho se demonstra como a possibilidade de um perigo para a economia. Tal como disse Pestalozzi, educador e pedagogista suíço, “O mundo está cheio de pessoas úteis, mas vazio de quem lhes dê emprego”. Sob essa ótica, é nítido que os jovens representam o futuro e a inovação para a sociedade e, ao serem descartados para ocuparem posições relevantes perante a economia, é representada uma estagnação da mesma. Além disso, os notórios índices de desemprego real, no país, se tornariam ainda maiores, visto que esses desconsideram os desalentados - grupo de pessoas que desistiu de procurar emprego -, sendo que essa seria uma possibilidade bastante plausível diante das recusas de tal grupo.

Dessa forma, portanto, é nítido que essa situação representa um risco para o bom transcorrer da economia e urge em ser atenuada. Faz-se necessário que o poder legislativo inclua Leis que facilitem e possibilitem a maior representação dos jovens em meio ao mercado trabalhista, de modo que esses possam exercer seu papel como força trabalhadora na sociedade. Além disso, o governo deve propor a iniciativa privada incentivos que visem uma maior expressividade desse mesmo grupo em suas empresas. Apenas diante de tal , haveria a perspectiva de uma sociedade justa e futuro próspero tal como foi descrito por Campanella.