As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 24/06/2020

Com o advento da Terceira Revolução Industrial,uma nova mecânica de produção e de trabalho surgiu dentro de um mundo recém-globalizado,demandando técnicas e conhecimentos multifacetados inseridos em uma nova e moderna competição no mercado de trabalho .Hodiernamente no Brasil,embora a dinâmica do ramo trabalhista competitivo tenha se alterado,a ineficiência governamental em criar programas que visem inserir as camadas menos favorecidas dentro da dinâmica atual do mercado é atroz ,engendrando óbices como a dificuldade dos jovens para ingressar no mercado de trabalho,acontecendo ora em função da falta de qualificação profissional,ora pela ausência de experiência em sua área de trabalho.

Em primeira análise,muitos jovens preferem ingressar no mercado de trabalho através de planos governamentais,como o Jovem Aprendiz,não obstante a Lei 10.097/2000,que afirma que empresas de médio e grande porte devem contratar jovens com idade entre 14 e 24 anos como aprendizes.A causa desse fenômeno é a notória antelação das empresas em contratar profissionais com experiência na área ao invés de dar ensejo aos jovens que buscam seu primeiro emprego,corroborando muita das vezes para a ocorrência de fraudes em currículos que,geralmente,dão grande proeminência ao conhecimento empírico na área.

Em segunda análise,embora dados como os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelem um aumento no número de jovens empregados (de 16 a 24 anos) nos últimos anos,a metade deles ainda se encontra desempregada,onde a taxa de desemprego entre os jovens brasileiros de 15 a 24 anos é superior à média registrada na América Latina em 2011.Ademais,é imperioso colocar a falta de qualificação profissional como sendo a principal causa do problema,acontecendo pela falta de fornecimento governamental de subsídios nas áreas de educação,acarretando na notória precariedade no Sistema Educacional Brasileiro e,posteriormente,na extrema dificuldade de um jovem conseguir o primeiro emprego.

Diante dos fatos supracitados,é mister colocar que medidas devem ser tomadas.Ministério da Educação (MEC),agindo como agente supremo e provedor da educação brasileira,deve intervir com o fornecimento de incentivos fiscais às áreas de qualificação profissional,criando programas dentro das escolas que visem preparar os jovens para entrar no mercado de trabalho,e planos que visem dar chance aos juvenis dentro da competição no mercado de trabalho.Quiçá,se todas as medidas forem tomadas,a globalização seja para todos.