As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 28/08/2020
Dentro dos estudos sobre a ética protestante, Max Weber destacava a importância do trabalho na edificação do homem. Mais especificamente para o jovem, a conquista de um emprego é crucial para seu amadurecimento e independência. Porém, segundo o IBGE, são os que mais enfrentam obstáculos para serem contratados. Por certo, este problema é uma consequência direta tanto do não cumprimento do papel da escola pública, quanto do que se pode chamar de paradoxo da experiencia.
De acordo com a constituição federal de 1988, é papel das instituições de ensino instruir os jovens para o mercado de produção. No entanto, uma pesquisa realizada pelo IBGE, afirma que 55% dos jovens que cursam ou já concluíram o ensino médio não se sentem preparados para exercer um oficio. De fato, nota-se que o método de ensino e o currículo acadêmico atual estão em total desacordo com a realidade do mercado de trabalho, uma vez que, não abordam o assunto. Logo, não estimulam o auto conhecimento -muito útil para decidir qual carreira segui- tampouco ajudam a desenvolver habilidades importantes, como criatividade e senso crítico, fatores que dariam mais segurança numa seleção de emprego, por exemplo.
Ademais, a falta de experiência é outro entrave muito comum encontrado pelos jovens brasileiros. De acordo com o Ipea as chances de jovens que nunca trabalharam conseguir um emprego é 64% menor em relação aos que já foram contratados. De certo, esse comportamento das empresas é totalmente errôneo, posto que, por se tratar de jovens, não é comum terem alguma experiência, pois ,muitas vezes, ainda não terminaram o segundo grau. Para além, tendo em vista que o nível médio comum não tem vínculos com nenhum tipo de curso preparatório ou estágio, são subtraídas suas chances de conquistar experiencias e habilidades.
Perante os fatos expostos, é de suma importância a criação de uma medida, por parte do Ministério da Educação, junto a Secretaria do Trabalho. Tal ação deve inserir nas escolas, tanto pública quanto privadas, cursos extracurriculares que os preparem para seleções de emprego ou até mesmo uma ocupação, além de propiciar para os alunos oficinas de orientação profissional. Desse modo, não só as escolas estarão cumprindo com o seu papel, como também, esses indivíduos terão menos dificuldades ao pleitarem uma vaga de emprego.