As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 30/07/2020

Com o surgimento de novas tecnologias e formas de trabalho, a geração Z parecia ter sido a mais privilegiada, por ter fácil controle sobre elas, e que consequentemente seriam a camada que mais teria espaço dentro do mercado de trabalho. Porém, não é isso que acontece, já que esses jovens não recebem oportunidades de ingressar no mercado, graças a sua falta de experiência e pelo preconceito instaurado nas empresas, que é fruto de um país conservador e precarizado, que se não for mudado só propagará a perda de mão de obra eficaz e futurista.

Primeiramente, é necessário ressaltar  que pela falta de experiência  no trabalho, muitos dos jovens não são contratados mesmo tendo um alto grau de estudo. Inclusive, esse fato pode ser confirmado pelo diretor do grupo padrão do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ao dizer que: “essa é a geração mais preparada, informada e educada, mas também a que tem mais desempregados”. Isto é, a falta de contratação está ligada diretamente com a visão conservadora de que o jovem atual não proporcionará a mesma produtividade que as outras gerações, pela falta de vivência e incapacidade. Entretanto, esse preconceito, certamente levará um prejuízo as empresas e a economia do país, que se manterão atrasados em relação aos demais.

Ademais, é notável que os jovens estão sofrendo um preconceito, ao se analisar os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 2017, que estima que apenas  25% das pessoas com a faixa etária entre 18 a 24 anos, conseguiram entrar no mercado de trabalho. Por conta disso, alguns deles são obrigados a procurar empregos não condizentes com suas capacidades, que se fossem preenchidas, seriam de grande serventia para o setor, pois além de terem conceitos futuristas, provocariam a mudança dentro da indústria, ao acabar com o conservadorismo e aumentar a produtividade com novos meios de trabalho. Porém, para isso ser alcançado, é preciso que haja uma abertura e flexibilização nos critérios para a contratação.

Portanto, urge que o ministério do trabalho, por meio da implantação de uma lei, torne obrigatório ter uma porcentagem de jovens aprendizes e estagiários em grandes empresas, com a finalidade de dar oportunidades de ascensão e também de experiência no mercado de trabalho desde novos. Além de caber ao governo, ampliar as áreas e vagas de jovem aprendiz, para atender a demanda e assegurar que todos tenham a chance de trabalhar na carreira escolhida. Tudo isso para extinguir o preconceito presente na contratação dos jovens e modernizar a economia e mão de obra do país.