As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 06/08/2020

Para o filósofo Michel Foucault as instituições de ensino são aparatos responsáveis pelo monitoramento e formação dos jovens, porém, não há uma postura materna por parte das escolas, mas sim um interesse de tornar os jovens dóceis para com as leis e economicamente úteis ao Estado. No entanto, os jovens não são bem direcionados ao mercado de trabalho, encontrando dificuldades em se inserirem na rede econômica, o que é frustrante para indivíduos que são formados para isto. No que se refere às dificuldades do ingresso no mercado de trabalho, existe uma falta de investimento na educação de base , o que influencia na escassa formação de mão de obra qualificada e competitiva; e, por consequência, o país irá desperdiçar alto número de jovens em busca de emprego, o que pode levar uma crise previdenciária.

O Brasil não tem voltado tanto os investimento em uma educação de base de qualidade, o que torna dificultoso o avanço de jovens que pretendem ingressar no mercado de trabalho. Nesse contexto, o país vivencia um momento ímpar para o avanço econômico, visto que há uma “janela demográfica " a ser explorado pelo governo, ou seja, a população adulta é maior que a população dependente (crianças e idosos). Por esse ângulo, um direcionamento do PIB-  Produto Interno Bruto-  na educação de jovens iria contribuir para a formação de jovens mais capacitados e competitivos nos setores mais lucrativos do país, o que possibilitaria a produção de tecnologia de ponta e competitividade no mercado externo.

No entanto, a falta de investimentos no jovens brasileiros pode custar caro ao país, ao passo que, após esse presente promissor do país há um horizonte cada vez mais letal à economia. Nesse viés, previsões do IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelam que poderá ocorrer o fenômeno denominado “Cruz Russa” até 2050, no qual os índices de mortalidade serão maiores que os de natalidade. Dessa maneira, assim como países europeus, o número de população dependente será maior,  o custos previdenciários irão elevar, haverá retraimento do PIB (Produto Interno Bruto),e, por consequência, agravará a crise econômica brasileira.

Dado o exposto, é necessário uma atuação do Ministério da Economia, por intermédio de parcerias público privadas, no maior investimento  em educação de base e pesquisas nas universidades. Com isso, o Estado poderá recorrer à investidores nacionais e ao próprio capital federal, na aplicação de recursos, tais como acesso a computadores, melhor remuneração aos professores de ensino fundamental e médio, além de uma ampliação ao acesso em escolas técnicas. Só assim, será possível um ingresso produtivo dos jovens no mercado, com o intuito de serem personagens ativos no crescimento pessoal e na economia nacional.