As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 28/08/2020

A partir das Revoluções Industrias, os modelos de trabalho se modificaram, e quando somado ao fator globalização que amplia muito a concorrência, se torna ainda mais complicado para quem busca a primeira oportunidade de emprego. Essa, infelizmente, é a realidade de uma grande parcela de jovens que procuram por uma vaga no Brasil. Sendo assim, é inevitável que os indivíduos mais novos e recém chegados ao mercado de trabalho permaneçam por um tempo na classe dos desempregados, e que saibam da dificuldade de alcançar o primeiro emprego. Isso revela a importância desse tema e a essa situação cabe uma análise.

Antes de tudo, deve-se levar em consideração a dificuldade do jovem alcançar um lugar dentro do mercado de trabalho. Outrossim, o fator tempo é determinante para quem está nessa conjuntura. Diante disso, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que no segundo semestre de 2016, do total de pessoas sem emprego, com idade entre 18 e 24 anos, 57% estão desempregadas há mais de um ano. E isso pode acarretar grandes consequências para eles, já que o mercado é volátil, e custa muito para os indivíduos se atualizarem, com isso, menos oportunidades aparecem, e esse ciclo é inevitável.

Além disso, outro fator importante para a não colocação no mercado de trabalho é a falta de experiência. Essa área do currículo que muitos jovens ainda não têm com o que preencher, pode ser determinante para a contratação. Ainda segundo o Ipea, a probabilidade dos mais novos, que nunca tiveram nenhuma função, conseguirem o primeiro emprego é 64% menor que a de quem já trabalhou. Isso impossibilita o avanço na carreira de muitos e mostra outro ciclo vicioso, o de quem precisa de experiência para conseguir experiência.

Portanto, é notável os círculos que existem na vida dos jovens que buscam um lugar no mercado de trabalho. Dessa maneira, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério do Trabalho desenvolver um plano de introdução dos mais jovens ao ramo trabalhista. Isso poderá se dar por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, bem como, nele deve constar o aprimoramento de programas já existente como o de “Jovem aprendiz” e mais a elaboração de outros que incentivem empresas a contratar os mais novos, em troca de dedução fiscal, por exemplo. Com isso, será possível combater as dificuldades dos jovens ingressarem no mercado de trabalho