As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 27/08/2020

A  Constituição Federal de 1988 assegura a todo cidadão os direitos sociais, entre eles, o trabalho. Contudo, as dificuldades apresentadas para ingresso dos jovens no mercado trabalhista, impossibilita que esse direito se aplique a todos. Assim, seja pela falta de formação necessária (educacional e emocional), ou por escassez de oportunidades, esse grupo social encontra-se em desvantagem. Logo, salienta-se a necessidade de melhorias nas políticas públicas para que a empregabilidade alcance a todos.

Deve-se pontuar, de início, que com os avanços da Terceira Revolução Industrial, as instituições de trabalho se modificaram e tornaram-se mais exigentes. Dessa forma, a inadequação entre a formação acadêmica e o que o mercado exige, adjunto com a falta de controle emocionais, tem se tornado um problema frequente fazendo com que os jovens sejam segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 27,1% dos desempregados no país. Portanto, entende-se que a capacitação adequada é a melhor forma de ingresso no meio trabalhista.

Ademais, apesar da existência de leis e programas que garantem  possibilidade de emprego aos jovens, essa população ainda se encontra escassa oportunidades. Nesse contexto, conforme A Lei da Aprendizagem 10.097/2000 as empresas de médio e grande porte devem contratar jovens com idade entre 14 e 24 anos como aprendizes. No entanto, 70% dos jovens que estão procurando emprego, não tem experiência trabalhista, ou seja, a dificuldade para conseguir uma contratação duplica, visto que as empresas preferem pessoas com experiência no mercado de trabalho.

Diante do exposto, nota-se, que há impasses para o ingresso dos jovens nas atividades trabalhistas. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação em parceria com as instituições de ensino, executar mudanças nos métodos educacionais, por meio da formação de um grupo para auxílio de capacitação, este que deve ser formado por professores e psicólogos, com intuito de possibilitar dinâmicas mais atuais aos estudantes. Além disso, é necessário que o Governo crie medidas mais efetivas para o cumprimento das leis de jovens aprendizes, por intermédio de fiscalização nas empresas, visando garantir que esse direito seja efetuado na prática. Dessa forma, os jovens se tornarão mais preparados e o quadro de desemprego mudará para melhor.