As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 12/09/2020

Com o início da Revolução Industrial, começou-se o emprego assalariado, mas as condições trabalhistas eram ainda uma forma de exploração com cotidiano repetitivo nas fábricas por dezesseis horas diárias e sem direitos àqueles que se feriam ou adoeciam no processo – como mostrado em Tempos Modernos de Charlie Chaplin. Porém, fato é que conforme a passagem do tempo, o ser humano renova seus conceitos e técnicas em diversos âmbitos e nestes tempos modernos onde a humanidade se encontra, é visível a melhora dos direitos e condições de trabalho. Entretanto, a demanda por qualificação aumentou assim como o desemprego e a problemática reside na falta de nivelamento do aprendizado acadêmico quanto os requisitos do mercado.

Além de ser um direito básico mundial – no Brasil sancionada pela Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (LDB) - a educação é importante para o desenvolvimento das capacidades individuais. Todavia, as instituições não estão de acordo com as necessidades que o mercado de trabalho exige; o foco é geralmente voltado ao conhecimento teórico transmitido de forma que não exercita o pensamento crítico. Não obstante, de acordo com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), 52% dos jovens de 15 a 29 anos largam os estudos por diversas razões, como a necessidade de auxiliar os responsáveis em sua forma de sustento.

Ainda que a juventude moderna esteja constantemente conectada e informada, não estão a par do nível qualificativo exigido pelas empresas – essas que priorizam profissionais com alta qualificação, por vezes recorrem a manter funcionários experientes, diminuindo cada vez mais a oferta de emprego. Conforme um levantamento feito pela empresa Trendisty, a exigência de experiência é um obstáculo para 77% dos jovens brasileiros; aqueles recém-formados que não se encaixam nos requisitos, caem nos 12,6% de desempregados do Brasil, dados de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim sendo, recorrem a empregos fora de sua área ou trabalhos informais, o que dificulta a obtenção de conhecimeto vinculada com sua área de formação.

Em suma, independente de melhoras, os jovens enfrentam diversos obstáculos para conseguir emprego, principalmente o despreparo quanto às exigências das empresas. É preciso um investimento governamental em profissionais da área de Psicologia e também em corpos docentes para o ensino voltado à qualificação profissional e à inteligência emocional, aumentando o número e a promoção de cursos e estágios qualificantes assim como o contato com psicólogos. Dessa forma, haverá a preparação e competência dos jovens para a conquista de vagas de emprego, por conseguinte diminuindo a taxa juvenil de 32% dentre o total de desempregados – de acordo com o IBGE.